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Mistura de etanol na gasolina vai subir para 32%, diz Alckmin

Nova medida passa a valer na próxima quarta-feira (24) com a promessa de reduzir o preço final para o consumidor

O Liberal
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A mistura de etanol na gasolina subirá de 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira (24). O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, neste sábado (20), em Primavera do Leste (MT). A medida visa reduzir o preço do combustível ao consumidor e diminuir a emissão de poluentes.

A declaração ocorreu durante a entrega da 1ª fase da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070. O setor de biocombustíveis aguardava a mudança há meses. A expectativa anterior da indústria era de que a alteração passasse por análise do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião agendada para o dia 24 de junho.

Alckmin relembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia elevado o percentual de 27,5% para 30%.

"Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer DDG para ração animal", afirmou o ministro.

Como o aumento do etanol impacta o agronegócio e o crédito?

Além das mudanças no combustível, o vice-presidente anunciou ações voltadas ao financiamento do setor agropecuário. O programa Moderfrota Agro registrou um crescimento de 9,2% e contará com R$ 14 bilhões destinados à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, como tratores, implementos e colheitadeiras.

Os recursos financeiros deverão começar a ser disponibilizados na próxima semana. A liberação do crédito será realizada por instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e agentes privados.

Negociações para exportações de carne

O governo federal também atua para fazer avançar as negociações internacionais e ampliar as exportações de carne bovina. Conforme explicou Alckmin, a gestão trabalha para equacionar a comercialização e esclarecer pontos com a União Europeia.

O prazo estipulado pelo governo para resolver a situação com o mercado europeu e ampliar as vendas externas vai até setembro. O ministro destacou que a China já classificou o Brasil como livre da febre aftosa para o recebimento do produto. Paralelamente, o país busca solucionar pendências comerciais com os Estados Unidos.

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