Micro e pequenas empresas lideram geração de empregos no Pará

Somente no ano passado, 19.951 postos de trabalho foram gerados nesses nichos

Elisa Vaz
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O Pará ficou em 5º lugar no ranking dos Estados brasileiros que mais empregaram pessoas nas micro e pequenas empresas no ano passado, com um saldo de 62,91 a cada mil empregados. Ficaram no topo da lista os Estados de Roraima (93,05), Amazonas (71,97), Maranhão (68,72) e Mato Grosso (65,93). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O saldo total de empregos no Pará em 2019 foi de 21.827, 9,4% a mais que no ano de 2018, quando 19.951 postos de trabalho foram gerados pelas pequenas empresas no Pará. O ranking nacional, no entanto, não é feito com esse número, já que outros Estados têm populações maiores. Na região Norte, o Pará ocupou o 3º lugar na lista, perdendo apenas para Roraima e Amazonas.

Segundo o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Rubens Magno, o Pará já tem se mostrado protagonista no Norte há alguns anos e tem alcançado maior destaque no restante do Brasil mais recentemente. “As pequenas empresas estão admitindo muito mais que as médias e grandes desde o segundo semestre do ano passado. No Pará, é um momento importante para os pequenos negócios, porque a massa de desemprego ainda é muito alta e esses líderes têm tentado empreender nos mais variados portes. Estamos conseguindo colocar mais pessoas no mercado de trabalho”, disse. Os microempreendedores individuais (MEIs) podem empregar apenas um funcionário, mas nos outros portes não há limite.

Entre os setores que motivaram o saldo positivo em 2019, de acordo com o levantamento do Sebrae, o destaque foi de serviços, que gerou, no Pará, mais de oito mil postos de trabalho ao longo do ano passado, seguido do comércio, com cerca de 6.500 vagas de emprego, e da construção civil, com pouco mais de quatro mil empregos. A indústria de transformação e a agropecuária também colaboraram.

No setor de serviços, a microempresa Safeweb foi uma das que tiveram grande crescimento ao longo do ano. Com início da atuação no Pará em 2018, o negócio é sediado em Belém, mas atende o Norte e o Nordeste na distribuição de certificado digitais. “Com sua experiência, os atuais quatro sócios da empresa viram a possibilidade de trazer uma marca nacional para a região Norte e formatar esse novo negócio”, lembrou o empresário Antonio Correia, de 35 anos, integrante do conselho diretor da entidade.

Segundo ele, o negócio começou com 40 colaboradores e hoje já são 72. Desse total de novos contratados, 15 funcionários ingressaram na empresa no ano passado. Na avaliação de Antonio, 2019 foi o ano de consolidação, em que os líderes conseguiram sentir melhor a reação do mercado. Em janeiro, por exemplo, a empresa teve o melhor resultado dos últimos 15 meses. Apenas o faturamento da instituição cresceu 25% desde o início das operações. Para 2020, Antonio estima um crescimento de mais 36% nos ganhos, por conta da recuperação econômica e, consequentemente, o reaquecimento do mercado.

Embora a posição do Pará tenha sito positiva no acumulado do ano, em dezembro o comportamento do mercado foi oposto. A pesquisa mostrou que, no último mês do ano passado, o Estado ficou com saldo negativo de 3.242 empregos, posicionado no 21º lugar na lista nacional. No entanto, esse cenário se repete em todos os Estados brasileiros, com exceção do Rio de Janeiro, único com resultado positivo em dezembro.

“A curva de crescimento e retração tem uma história de mercado. Geralmente, o segundo semestre é mais fortalecido, porque as pessoas vão mais ao mercado, desembolsam mais, e em dezembro tivemos decréscimo após uma crescente. Mas, comparando com o ano de 2018, percebemos que houve melhoria. Essa mesma queda também ocorreu no ano anterior, e em 2019 foi bem menor”, destacou o superintendente do Sebrae.

Magno ainda destacou que o órgão tem trabalhado de maneira intensa para estar presente em todas as mesorregiões do Pará. Atualmente, já são 12 escritórios, e até o final do semestre deve ser inaugurado o 13º. A atuação do Sebrae já acontece em mais de 80 municípios do Estado, com as salas do empreendedor. Além de aumentar a capilaridade com as agências nesses locais, o órgão tem o objetivo de estar presente com ações efetivas e salas do empreendedor em todas as 144 cidades. Com isso, o superintendente Rubens Magno espera alavancar os negócios do Estado.

No Brasil, os pequenos negócios mantiveram, em 2019, um desempenho na geração de vagas de trabalho formal superior ao registrado pelas médias e grandes empresas, resultando no melhor saldo de empregos formais para esse segmento dos últimos cinco anos. Essas empresas terminaram o ano com um saldo de 731 mil postos de trabalho, número 22% acima do registrado em 2018.  Já as médias e grandes encerraram o ano com um saldo negativo de 88 mil vagas, quase o dobro do registrado em 2018.

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