Mês das noivas divide opiniões entre empresários do setor
Lojas e ateliês apostam em campanhas promocionais, eventos e experiências voltadas às noivas para aquecer as vendas e atrair clientes
O mês de maio, tradicionalmente conhecido como mês das noivas, segue impulsionando o mercado de casamentos em Belém, principalmente o segmento de aluguel e confecção de vestidos. Apesar de empresários do setor apontarem que a sazonalidade já não se concentra apenas neste período, lojas e ateliês apostam em campanhas promocionais, eventos e experiências voltadas às noivas para aquecer as vendas e atrair clientes.
Segundo Carla Vieira, dona de uma loja especializada no bairro do Umarizal, maio continua sendo uma data simbólica e importante para o setor. Para aproveitar o período, a empresa promove ações promocionais e eventos voltados ao universo do casamento.
“É o mês mais importante para noivas, sem dúvidas. Elas esperam muito por esse mês. Criamos promoções, campanhas e realizamos um evento de noivas, vamos fazer sorteio de um vestido quitado. Tudo isso atrai essa clientela”, afirma.
A empresária explica que, para ela, o primeiro trimestre de 2026 teve movimento abaixo do esperado, mas que maio trouxe uma retomada na procura. “O começo do ano foi bem fraco. Mas maio potencializa muito o setor porque realmente significa muito para as noivas”, diz.
Carla conta que hoje, na sua loja, o valor médio para aluguel de vestidos varia entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil, enquanto modelos sob medida podem ultrapassar os R$ 6 mil, dependendo do nível de exclusividade e personalização.
Mercado sem sazonalidade
Apesar da força simbólica da data, empresários do setor avaliam que o calendário de casamentos mudou nos últimos anos. Para Márcia Graciliana, estilista de noivas e CEO de uma loja especializada na Marambaia, o mês de maio já não concentra sozinho a maior demanda do mercado.
“O mês de maio é mais simbólico do que lucrativo. Hoje não existe mais aquela sazonalidade de alugar mais vestido apenas porque é o mês das noivas”, explica.
Ela destaca que o período ainda é aproveitado pelos ateliês para ações promocionais, feiras e eventos voltados ao segmento. “Todos os ateliês acabam promovendo campanhas de desconto e eventos para as noivas. É um mês importante para fortalecer a marca e se conectar com esse público”, afirma.
Já para a estilista, os meses de janeiro e fevereiro passaram a registrar aumento significativo na procura por vestidos e serviços ligados ao casamento. “O ‘Natal das noivas’, como ela chama, está mais para janeiro e fevereiro. Neste ano tivemos aumento de 30% na procura nesses dois primeiros meses”, relata.
A mudança, segundo Márcia, está relacionada ao comportamento das noivas, que passaram a iniciar o planejamento do casamento com mais antecedência, principalmente para cerimônias realizadas no segundo semestre.
No mercado paraense, o aluguel convencional de um vestido de noiva gira entre R$ 2,5 mil e R$ 3,8 mil, abaixo da média nacional, estimada em cerca de R$ 5 mil. O chamado aluguel convencional corresponde a vestidos que já foram utilizados anteriormente por outras noivas. Já os modelos exclusivos, confeccionados sob medida, possuem valores mais elevados.
Entre as principais tendências de 2026, empresários apontam o crescimento da procura por vestidos minimalistas, com tecidos acetinados, cortes mais limpos e menos aplicações de renda e brilho. Ainda assim, o estilo “princesa”, com saias volumosas e elementos clássicos, continua entre os favoritos.
“Estamos muito no minimalista, algo mais clean e liso, mas depende muito do sonho de cada noiva. Tem quem ainda queira brilho, renda e aquele vestido mais clássico”, afirma Carla Vieira.
As noivas se preparam com antecedência
A modelo e estudante de psicologia Thayná Elizabete, que está noiva há pouco mais de um ano, afirma que o vestido é uma das escolhas mais importantes da preparação do casamento.
“O essencial é que a noiva se identifique com o vestido e se sinta confortável e confiante no grande dia”, diz.
Ela conta que o casal definiu prioridades financeiras antes de iniciar os demais gastos da cerimônia. “A primeira prioridade foi fechar o local do casamento. Depois fomos atrás do fotógrafo, vestido e outros detalhes”, afirma.
Sobre o modelo escolhido, Thayná revela preferência por peças mais minimalistas. “Penso em um vestido mais acetinado, com pouca renda, algo mais clean”, diz.
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