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ENTREVISTA

BNDES mantém obras em Belém e destaca legado social além da COP 30

Intervenções em canais, mobilidade e bioeconomia seguem em andamento e priorizam áreas vulneráveis da capital paraense

Gabriel da Mota e Jéssica Nascimento

9 de maio de 2026 às 17:00

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES.

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES. ( Foto: Foto: BNDES )

As obras financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Belém seguem em andamento e devem continuar ao longo de 2026, com foco em infraestrutura urbana, mobilidade e projetos socioambientais. Segundo a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, os investimentos vão além do legado da COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) e priorizam melhorias diretas na qualidade de vida da população.

Obras estruturantes e impacto urbano

Tereza Campello durante a COP 30 em Belém.
Tereza Campello durante a COP 30 em Belém. (Foto: BNDES)

De acordo com Campello, o BNDES já entregou parte significativa das intervenções em canais da capital paraense. “Nós restauramos, recuperamos e construímos pavimentação, ciclovias e parques em 12 canais da cidade. Desses, sete já estão prontos e outros cinco seguem em obras”, afirmou.

Ela ressaltou que os projetos não foram pensados exclusivamente para a COP 30.

“As pessoas achavam que a gente estava restaurando os canais para a COP; não era para a COP, porque esse é um território da periferia, das baixadas de Belém”, disse.

Outras obras também avançaram, como a requalificação do Hangar e intervenções no Canal Tamandaré, além da entrega recente da Rua da Marinha.

“Essa obra estava prevista no Plano Diretor desde 2008. Não foi uma invenção; nós tiramos do papel e já entregamos”, destacou.

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Investimentos ambientais e novos projetos

Além da infraestrutura urbana, o banco também amplia investimentos em sustentabilidade. Um dos destaques é a aplicação de R$ 218 milhões no Fundo Amazônia nos últimos três anos, após um período sem aportes.

“É um investimento para viabilizar atividades de bioeconomia, restauro florestal, povos indígenas e assentamentos”, explicou Campello.

Ela também mencionou que há novos projetos em análise, principalmente no setor privado, incluindo investimentos em gás e recuperação de áreas degradadas.

Apesar de não detalhar os próximos aportes, a diretora indicou continuidade no ritmo de investimentos. “Estamos com vários projetos no pipeline, mas como são privados ainda não podemos abrir. Espero voltar em breve para trazer novas notícias”, concluiu.

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