Margem Equatorial: parceria com a Petrobras quer garantir a qualificação profissional de paraenses
Acordo estratégico busca preparar a mão de obra local antes do início das operações de exploração de petróleo na costa do Pará
A qualificação prévia de trabalhadores paraenses para atuar na exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa do Pará, será tema de uma reunião entre equipes técnicas na próxima semana. O objetivo do encontro é fechar um plano de capacitação para preparar a mão de obra local para os postos técnicos e estratégicos que devem surgir com a nova fronteira energética. A medida é fruto de uma articulação que resultou em parceria entre a Petrobras e o governo do Pará, por meio da Secretaria do Trabalho.
A proposta de estabelecer o diálogo e construir essa parceria vinha sendo desenvolvida há algum tempo, logo após o anúncio da autorização para a prospecção na área. A última reunião para consolidar o acordo estratégico ocorreu em Brasília, no final da tarde de segunda-feira (18), entre a direção da estatal e o mandato do senador Beto Faro (PT-PA), que coordena as discussões para evitar que profissionais de outras regiões ocupem as vagas especializadas que serão geradas no estado.
Como será o plano de qualificação profissional na Margem Equatorial?
O plano que será estruturado pelas equipes técnicas visa atender às diversas cadeias de fornecimento que vão surgir a partir das atividades na costa paraense. A intenção da cooperação entre a estatal e a Secretaria do Trabalho é capacitar os profissionais locais com antecedência, permitindo que a população do Pará absorva os empregos qualificados e as funções estratégicas de alta remuneração quando as operações começarem.
Por que a capacitação local é considerada estratégica para o Pará?
Grandes projetos minerais e energéticos desenvolvidos historicamente no território paraense costumam atrair cifras robustas de investimento, mas a mão de obra técnica acaba sendo trazida, em sua maioria, das regiões Sul e Sudeste. A falta de pessoal qualificado na própria região faz com que restem aos trabalhadores locais apenas as funções temporárias ou de menor remuneração no chão de fábrica. O novo acordo busca reverter esse cenário tradicional de exportação de recursos naturais e importação de especialistas.
"O nosso objetivo nesse diálogo é blindar o estado, proteger nossos trabalhadores e romper esse ciclo extrativista tradicional", declarou Beto Faro.
Segundo o parlamentar, a iniciativa tenta antecipar a demanda do setor antes que o abismo entre o anúncio dos investimentos e a real absorção da mão de obra regional se repita na nova fronteira petrolífera.
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