Lojas do Norte tiveram faturamento maior em outubro

Setor varejista está animado com aquecimento nas vendas no pós-pandemia

Fabrício Queiroz

As lojas físicas localizadas em ruas e em shoppings da Região Norte registraram desempenho melhor do que a média nacional no mês passado, segundo os dados do Índices de Performance do Varejo (IPV), elaborado pela HiPartners com informações da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e 4Intelligence. De acordo com o levantamento, a quantidade de cupons emitidos nos empreendimentos da região aumentou 18% e o faturamento cresceu 23% em comparação com outubro de 2021, enquanto que em todo o Brasil a variação média nas duas categorias foi de 14%.

Em relação às demais regiões brasileiras, o Norte ficou atrás apenas do Nordeste no quesito faturamento, onde o avanço detectado foi de 26%. Por outro lado, o Centro-Oeste, Sul e Sudeste tiveram variações de 20%, 14% e 7%, respectivamente. Inclusive, o peso da região Sudeste na análise é um dos fatores que explica a redução do ticket médio das compras nos shoppings centers, onde houve uma retração de 2% no faturamento nominal.

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A pesquisa aponta ainda que o fluxo de visitantes tanto em lojas de ruas quanto de shoppings da Região Norte diminuiu 5% no comparativo entre outubro de 2021 e outubro de 2022. Diferente do que ocorreu a nível nacional em que houve um incremento de 10% no número de pessoas. Mesmo com o indicador positivo, o estudo mostra que o varejo presencial ainda voltou ao mesmo patamar de consumidores que tinha antes da pandemia.

Para quem acompanha a realidade do dia a dia do comércio no estado, a realidade local é bem distinta, com aquecimento nos diversos segmentos. “Na minha avaliação, estamos com fluxo um pouco melhor que antes da pandemia. No geral, todos os departamentos estão funcionando bem, tanto em confecções, calçados, eletrodomésticos e outros porque com a pandemia ficou uma demanda reprimida e agora as pessoas estão voltando a consumir. No mês de outubro, por exemplo, tivemos bastante movimento nas lojas de brinquedos, calcados e roupas infantis”, opina Álvaro Cordoval, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Belém.

Cordoval acrescenta ainda que os resultados tem impactado positivamente tanto as lojas de ruas quanto as de shoppings da cidade, o que eleva a perspectiva de negócios para o setor. “A nossa expectativa é que teremos um crescimento na ordem de 17% a 25% neste ano em comparação com o ano anterior”, destaca.

Da mesma forma, a presidente da Associação dos Lojistas do Pátio Belém (Alpab), Labibe Buainain Pedrosa relata que o setor está otimista diante do aumento recente das vendas. “O fluxo de pessoas ainda não voltou, mas a gente percebeu uma melhora nas vendas, em especial a partir de outubro por conta do Círio e do Dia Das Crianças. Quem vem ao shopping tem vindo mais para comprar e menos para passear”, afirma a empresária.

Labibe diz ainda que o faturamento atual está melhor, com destaque para as lojas do ramo de alimentação, que foram mais beneficiadas pela reabertura pós-pandemia. “Consideramos que a melhoria no setor de alimentação se deve ao fato das pessoas quererem novamente se reencontrar e ir aos locais pessoalmente porque ficaram muito tempo sem sair. É um momento de se reunir e confraternizar”, ressalta.

Índice de Performance do Varejo (Outubro 2022)

  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Brasil) – 10%
  • Cupons – 14%
  • Faturamento – 14%
  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Norte) - -5%
  • Cupons (Norte) – 18%
  • Faturamento (Norte) – 23%
  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Nordeste) – 3%
  • Cupons (Nordeste) – 18%
  • Faturamento (Nordeste) – 26%
  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Centro-Oeste) – 1%
  • Cupons (Centro-Oeste) – 16%
  • Faturamento (Centro-Oeste) – 20%
  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Sudeste) – 15%
  • Cupons (Sudeste) – 13%
  • Faturamento (Sudeste) – 7%
  • Fluxo de visitas em lojas físicas (Sul) – 14%
  • Cupons (Sul) – 11%
  • Faturamento (Sul) – -6%
Economia
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