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Economia

Fiepa prestigia lançamento da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria na Câmara dos Deputados

Federação das Indústrias do Pará destaca pautas estratégicas para o estado

O Liberal

24 de março de 2026 às 19:07

Em Brasília (DF), dirigentes da Fiepa no lançamento da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, na Câmara dos Deputados

Em Brasília (DF), dirigentes da Fiepa no lançamento da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, na Câmara dos Deputados ( Foto: Foto: Divulgação / Fiepa )

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) participou em Brasília (DF), nesta terça-feira (24), da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria. O evento da Confederação Nacional da Indústria, no Plenário da Câmara dos Deputados, apresentou em documento as prioridades do setor produtivo no Congresso Nacional. O foco são as propostas voltadas à competitividade, inovação e desenvolvimento econômico.

Durante o evento, o presidente da Fiepa, Alex Carvalho assinalou que a participação da federação paraense fortalece a atuação da indústria paraense no debate nacional. “Estar presente neste momento é gratificante por termos a certeza de que a voz da indústria paraense tem espaço no debate sobre o que é prioritário para o desenvolvimento do país”, disse.

"O Pará tem desafios específicos, e precisamos de uma agenda que priorize investimentos em infraestrutura, assegure segurança jurídica, estimule a inovação e impulsione a neoindustrialização como caminho para gerar mais competitividade e desenvolvimento sustentável”, afirmou o titular da Fiepa.

Presid. da Fiepa, Alex Carvalho, (na ponta, à esquerda): "Pará tem desafios e deve priorizar investimentos em infraestrutura, segurança jurídica e inovação".
Presidente da Fiepa, Alex Carvalho, (à esquerda, na ponta): "Pará tem desafios e deve priorizar investimentos em infraestrutura, segurança jurídica e inovação". (Foto: Divulgação / Fiepa)

Dirigentes da Fiepa

Também participaram do evento ao lado de Alex Carvalho, outras lideranças da Fiepa como os vice-presidentes executivos, Marcella Novaes, Josefran Almeida e Daniel Freire; o diretor Daniel Sobrinho; o presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos, Francisco Victer; e o chefe de gabinete, Fábio Contente.

Alex Carvalho fez destacou o diálogo com a região amazônica. “Gostaria de registrar nosso agradecimento, em nome da indústria paraense, ao presidente Ricardo Alban e a toda a CNI pela receptividade às pautas da Amazônia. Essa escuta qualificada demonstra sensibilidade e, sobretudo, visão estratégica ao reconhecer a importância de temas fundamentais para o desenvolvimento da região, respeitando suas particularidades e potencializando suas oportunidades”, afirmou.

A Agenda Legislativa 2026 reúne 135 proposições em tramitação no Congresso, das quais 81 contam com apoio da indústria e 54 têm posicionamento divergente. Entre elas, 15 foram elencadas como prioritárias e compõem a chamada Pauta Mínima da Indústria, com destaque para temas como relações de trabalho, tributação, infraestrutura, comércio exterior e inovação.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, “esse ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia”. Ele também reforçou a necessidade de avançar em temas como a regulamentação da inteligência artificial, economia circular e modernização das concessões.

Alban chamou atenção para entraves históricos da economia brasileira. “Precisamos enfrentar o custo Brasil e superar distorções como juros elevados e o alto custo da energia, que comprometem diretamente a competitividade da indústria”, disse.

Agenda da indústria no debate parlamentar

O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) presidiu a sessão, e destacou o papel da agenda da indústria como instrumento de orientação para o Legislativo. “O Brasil vem perdendo competitividade. Vivemos um cenário internacional instável, e a Agenda é fundamental para pautar o parlamento no caminho do crescimento, do equilíbrio e do desenvolvimento com responsabilidade”, disse.

Já o deputado federal e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre, José Adriano Ribeiro (PP-AC), ressaltou a importância da integração entre as pautas nacionais e regionais. “A agenda nacional se fortalece quando dialoga com as realidades locais, especialmente na Amazônia Legal, que reúne vantagens competitivas estratégicas para o Brasil”, afirmou.

A Agenda Legislativa foi construída ao longo de três meses com a participação de 153 entidades, incluindo federações, associações setoriais e sindicatos nacionais, consolidando cerca de 20 mil contribuições. O documento prevê propostas de longo prazo, como o projeto Brasil 2050, que busca alinhar crescimento econômico, equilíbrio fiscal e sustentabilidade.