Fiepa prestigia lançamento da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria na Câmara dos Deputados
Federação das Indústrias do Pará destaca pautas estratégicas para o estado
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) participou em Brasília (DF), nesta terça-feira (24), da 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria. O evento da Confederação Nacional da Indústria, no Plenário da Câmara dos Deputados, apresentou em documento as prioridades do setor produtivo no Congresso Nacional. O foco são as propostas voltadas à competitividade, inovação e desenvolvimento econômico.
Durante o evento, o presidente da Fiepa, Alex Carvalho assinalou que a participação da federação paraense fortalece a atuação da indústria paraense no debate nacional. “Estar presente neste momento é gratificante por termos a certeza de que a voz da indústria paraense tem espaço no debate sobre o que é prioritário para o desenvolvimento do país”, disse.
"O Pará tem desafios específicos, e precisamos de uma agenda que priorize investimentos em infraestrutura, assegure segurança jurídica, estimule a inovação e impulsione a neoindustrialização como caminho para gerar mais competitividade e desenvolvimento sustentável”, afirmou o titular da Fiepa.
Dirigentes da Fiepa
Também participaram do evento ao lado de Alex Carvalho, outras lideranças da Fiepa como os vice-presidentes executivos, Marcella Novaes, Josefran Almeida e Daniel Freire; o diretor Daniel Sobrinho; o presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos, Francisco Victer; e o chefe de gabinete, Fábio Contente.
Alex Carvalho fez destacou o diálogo com a região amazônica. “Gostaria de registrar nosso agradecimento, em nome da indústria paraense, ao presidente Ricardo Alban e a toda a CNI pela receptividade às pautas da Amazônia. Essa escuta qualificada demonstra sensibilidade e, sobretudo, visão estratégica ao reconhecer a importância de temas fundamentais para o desenvolvimento da região, respeitando suas particularidades e potencializando suas oportunidades”, afirmou.
A Agenda Legislativa 2026 reúne 135 proposições em tramitação no Congresso, das quais 81 contam com apoio da indústria e 54 têm posicionamento divergente. Entre elas, 15 foram elencadas como prioritárias e compõem a chamada Pauta Mínima da Indústria, com destaque para temas como relações de trabalho, tributação, infraestrutura, comércio exterior e inovação.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, “esse ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia”. Ele também reforçou a necessidade de avançar em temas como a regulamentação da inteligência artificial, economia circular e modernização das concessões.
Alban chamou atenção para entraves históricos da economia brasileira. “Precisamos enfrentar o custo Brasil e superar distorções como juros elevados e o alto custo da energia, que comprometem diretamente a competitividade da indústria”, disse.
Agenda da indústria no debate parlamentar
O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) presidiu a sessão, e destacou o papel da agenda da indústria como instrumento de orientação para o Legislativo. “O Brasil vem perdendo competitividade. Vivemos um cenário internacional instável, e a Agenda é fundamental para pautar o parlamento no caminho do crescimento, do equilíbrio e do desenvolvimento com responsabilidade”, disse.
Já o deputado federal e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre, José Adriano Ribeiro (PP-AC), ressaltou a importância da integração entre as pautas nacionais e regionais. “A agenda nacional se fortalece quando dialoga com as realidades locais, especialmente na Amazônia Legal, que reúne vantagens competitivas estratégicas para o Brasil”, afirmou.
A Agenda Legislativa foi construída ao longo de três meses com a participação de 153 entidades, incluindo federações, associações setoriais e sindicatos nacionais, consolidando cerca de 20 mil contribuições. O documento prevê propostas de longo prazo, como o projeto Brasil 2050, que busca alinhar crescimento econômico, equilíbrio fiscal e sustentabilidade.
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