Exportação de madeira do Pará cresce 10,9% em 2025 e movimenta US$ 231 milhões
Dados são da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará (Aimex)
A exportação de madeira do Estado do Pará registrou crescimento expressivo em 2025, alcançando US$ 231,3 milhões, um aumento de 10,90% em relação a 2024, segundo dados do Comex Stat, sistematizados pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará (Aimex).
Em volume, o avanço foi ainda maior: 12,60%, totalizando 269,8 milhões de quilos exportados no período de janeiro a dezembro. O preço médio da tonelada ficou em US$ 857,36, reforçando a competitividade do produto paraense no mercado internacional.
Consultor técnico da Aimex, Guilherme Carvalho, destaca: “O crescimento das exportações em 2025 demonstra a resiliência da indústria madeireira do Pará. Mesmo enfrentando entraves burocráticos, dificuldades operacionais na liberação ambiental e incertezas no mercado internacional, o setor conseguiu ampliar o volume exportado e manter sua relevância econômica”.
Os Estados Unidos e a União Europeia seguem como os principais destinos da madeira paraense, respondendo juntos por 76,21% das exportações, com destaque para o mercado norte-americano, que absorveu quase 42% do total exportado.
Entre os produtos com melhor desempenho estão a madeira serrada, a madeira perfilada e os painéis de fibras de madeira, este último com crescimento superior a 300%, indicando avanço da industrialização e maior agregação de valor à produção estadual.
Para Guilherme Carvalho, o resultado positivo também reforça a necessidade de avanços institucionais. “Para que esse crescimento seja sustentável, é fundamental aprimorar a integração entre os sistemas de controle ambiental e garantir maior previsibilidade regulatória. Isso traz segurança jurídica às empresas e fortalece a imagem do produto paraense no mercado internacional”, completa.
Apesar dos desafios, o desempenho de 2025 consolida a Amazônia paraense como um player relevante no comércio global de madeira, mantendo o estado na quarta posição entre os maiores exportadores do país e com perspectiva de novos avanços nos próximos anos.
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