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Empresários aproveitam Black Friday para queimar estoques

Promoções desta data, na última sexta-feira de novembro, atraem consumidores para as lojas

Elisa Vaz

Com a chegada da Black Friday, celebrada pelo comércio sempre na última sexta-feira do mês de novembro, os empresários devem vender mais que o normal e aproveitam as promoções para esvaziar os estoques antigos. Mesmo com produtos novos chegando nas lojas, esses mesmos empreendedores enfrentam dificuldades na hora da compra, especialmente por conta da baixa produtividade das indústrias, os problemas logísticos e as importações prejudicadas pela alta do dólar – questões estruturais que já existiam no ano passado, mas que se agravaram.

A empresária Letícia Anaisse, que possui uma loja de roupas em Belém, vai aproveitar a data para vender o que está parado, com descontos que chegam até 70%, dependendo da peça. Ela escolheu os itens para a promoção de acordo com a coleção: as peças mais antigas recebem os maiores descontos. Além disso, estarão mais baratas peças específicas que não foram vendidas como o esperado, que, mesmo não sendo antigas, ganharão um alto percentual de desconto. Letícia conta que não há um modelo específico de roupa que não costuma ser vendido, mas que depende da modelagem e da cor.

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Além de queimar o estoque, a empresária também busca, com a Black Friday, receber parte do valor que gastou com a compra das peças paradas, e tem expectativas positivas. “Em relação à data do ano passado, agora está sendo bem melhor. Acredito que foi muito do timing certo. Mas ainda não sei falar em números, porque estamos na metade do mês”, diz. Depois que o período de descontos encerrar, Letícia lançará uma nova coleção, mas conta que tem tido dificuldades em relação à logística para levar as peças para a loja, especialmente quanto ao preço – algumas peças estão até 20% mais caras no atacado. Portanto, ela adianta que a tendência é que a nova coleção tenha valores mais altos.

No setor de materiais de construção civil, o empresário Gerson Cesário também vai aderir à Black Friday para esvaziar os estoques. Os descontos chegarão a 30% em alguns produtos, entre os dias 22 e 26 deste mês. Entre os itens em oferta, haverá promoção de 10% a 15% na área de piso, e de 7% a 8% nas tintas, por exemplo.

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“Nós selecionamos alguns produtos que estavam em estoques antigos e outros que atraem clientes. Então usamos a data para regularizar nosso estoque, mas também é uma forma de atrair clientes, que, pela data, passam a conhecer a loja. Os produtos ‘iscas’ são vários, a exemplo do PVA, que damos um desconto bom, mas não pelo estoque”, explica Gerson.

Mesmo os produtos que não saem com frequência ou ficam muito tempo em estoque fazem parte de setores de alto giro – dos pisos e porcelanatos, há os modelos que agradam menos; nas tintas, há cores que não têm muito movimento; e janelas de alumínio também têm sido menos vendidas, já que as de vidro estão em alta. A promoção é tão bem recebida que, de acordo com o empresário, em um dia, as vendas alcançam o que normalmente se vende em uma semana.

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Só após a Black Friday Gerson vai fazer as compras de novos produtos para renovar o estoque, mas ele conta que o setor continua com dificuldades, embora elas tenham sido amenizadas com a melhora na crise sanitária da covid-19. “Piso e porcelanato não conseguimos escolher muito, temos que comprar o que tem nas fábricas. Elas estão exportando muito, porque o dólar está alto, e isso acaba desabastecendo o mercado. Essa é uma das dificuldades. Também tem as altas de preços, que também são enfrentadas no atacado, com muitos reajustes e o aumento da inflação”, comenta o empresário. Para dezembro e janeiro, ele adianta que as vendas devem ser positivas, especialmente com a injeção do décimo terceiro salário na economia.

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Economia
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