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Empreendedores lideram geração de empregos no Pará, mas contratações caíram em 2022

Em março deste ano, o saldo positivo foi de 2.319 contratações; enquanto no mesmo mês de 2021 esse índice era de 5380

Natália Mello

Um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), revela que as micro e pequenas empresas (MPE) seguem liderando a geração de empregos no Pará, muito embora o saldo de março (2.319) e as contratações do primeiro trimestre deste ano (10.555) tenham sido menores do que os mesmos períodos de 2021 – 5.380 e 16.781, uma diminuição de 57 e 37%, respectivamente. Apesar disso, nesse cenário atual, há uma expansão das micro e pequenas empresas (MPE) na participação da geração dos postos de trabalho no Pará.

Detalhando melhor, o Sebrae reforça que o recuo no saldo de contratações de março, em relação a fevereiro de 2022, foi de 1.062 postos, caindo de 3.381 para 2.319, uma queda de 31,4%. Somente no que se refere às contratações das MPE, a redução foi de 744 postos do mês dois para o mês três deste ano, uma diminuição mais discreta, de 17%. Do outro lado, as médias e grandes empresas também apresentaram números negativos, e foram responsáveis por um total 1.453 demissões em março, 240 a mais do que em fevereiro.

No acumulado de 2022 – janeiro a março, o Pará já acumula um saldo positivo de 4.844 novos postos de trabalho e, enquanto as micro e pequenas foram as grandes geradoras de emprego, com 10.555 novos postos de trabalho, as médias e grandes apresentaram saldo negativo de 6.172 empregos no estado. O setor de serviços continua como o maior gerador empregos, com 1.838 pessoas contratadas em março e, no trimestre, 6.732 novos postos de trabalho.

Em seguida aparece a construção civil, com um saldo de 1.018 novos empregos, sendo que as médias e grandes empresas foram responsáveis por um saldo negativo de 938 empregos no período. Já no comércio, tanto as MPE quanto as médias e grandes empresas (MGE) apresentaram saldos menores de emprego, sendo respectivamente 139 novos postos e 170 demissões.

A pequena empresária Samila Seki, de 31 anos, tem uma indústria de produtos alimentos alimentícios, e atua especificamente com a produção de farofa natural. Com quase sete anos atuando nesse segmento e, atualmente, nove pessoas da equipe, ela decidiu, recentemente, fazer duas novas contratações. O motivo é o aumento da demanda pelo produto, que é feito de forma artesanal.

“Como eu faço farofa natural, prezo muito pelo trabalho manual, pela forma de fazer caseira, apesar da tecnologia envolvida no processo. Por isso preciso de um trabalho bem artesanal e vou aumentar de sete para nove pessoas na produção. Com a pandemia, caiu absurdamente as nossas vendas, de 40 a 50%, fiquei desesperada, mas como foi um setor que não podia parar, a indústria alimentícia, pude continuar trabalhando e buscando estratégias para trabalhar a venda mesmo na pandemia, por aplicativo, delivery”, declarou.

Nesse momento, em que se encontra em um cenário positivo, mesmo que ainda não tenha recuperado a produção de antes da pandemia, ela percebeu a possibilidade de expandir o negócio e passar a comercializar para outros estados, por isso, as novas contratações também. “Estamos em um espaço maior, precisava de mais gente atendendo, e estou indo atender outros estados de forma mais certeira. Antes estava retraída, mas vai melhorando a demanda de venda e a capacidade produtiva, aí estamos ampliando os processos”, concluiu Samila.

No Brasil, no mês de março, o segmento abriu 88,9% de todas as vagas. De acordo os dados do Sebrae, os pequenos negócios contabilizaram mais de 1 milhão de admissões e um saldo positivo de 121 mil empregos. No acumulado do ano, o país registrou um saldo de 615 mil novos postos de trabalho, sendo as micro e pequenas empresas as grandes fornecedoras de emprego, com 430 mil vagas, correspondendo a 70% do total. Por sua vez, o levantamento indica que as médias e grandes empresas registraram um saldo de 148 mil empregos, 24,1% do total.

MARÇO DE 2022 (PARÁ)

Agropecuária +109 postos (MPE) +170 postos (MGE)

Comércio +139 postos (MPE) +42 postos(MGE)

Construção +1.018 postos (MPE) -938 postos (MGE)

Extrativa mineral +19 postos (MPE) -210 postos (MGE)

Industria transformação +483 postos (MPE) +303 postos (MGE)

Serviços +1.838 postos (MPE) -399 postos (MGE)

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