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Custo da cesta básica oscila em 2025 e consome quase metade do salário mínimo no Pará

Levantamento do Dieese-PA mostra variações ao longo do ano, leve alta acumulada e impacto persistente dos preços dos alimentos no orçamento das famílias paraenses

O Liberal
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O custo da cesta básica dos paraenses apresentou oscilações significativas ao longo de 2025, conforme levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese-PA). De acordo com a entidade, esse comportamento foi influenciado principalmente por fatores sazonais, variações na oferta de produtos in natura e pelos impactos da inflação dos alimentos, que seguiram pressionando o orçamento das famílias ao longo do ano.

O valor médio da cesta básica iniciou 2025 em R$ 697,81, no mês de janeiro, avançando de forma gradual nos meses seguintes até alcançar seu pico entre abril e maio, quando ultrapassou a marca de R$ 726,00. A partir de junho, no entanto, os preços passaram a recuar, estabelecendo uma tendência de queda ao longo do segundo semestre.

Apesar desse movimento de retração observado nos últimos meses do ano, o levantamento aponta que dezembro encerrou com a cesta básica custando, em média, R$ 666,57. O valor ficou abaixo do registrado em janeiro, mas ainda assim apresentou uma elevação de 0,6% em relação a novembro. Os resultados divulgados pelo Dieese-PA consideram, ainda, informações complementares da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que auxiliam na análise do comportamento dos preços dos alimentos no mercado local.

Na avaliação da entidade, mesmo com a elevação considerada pequena em dezembro, os preços da cesta básica permaneceram elevados quando comparados à renda das famílias paraenses e às despesas essenciais do dia a dia. A análise aponta que, no fim de 2025, os assalariados do Estado ainda comprometiam quase metade do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.518,00, apenas para garantir a compra dos alimentos básicos.

Nesse contexto, a aquisição dos 12 itens que compõem a Cesta Básica exigiu do trabalhador paraense o comprometimento médio de cerca de 47,47% do salário mínimo mensal. Além disso, foram necessárias aproximadamente 96 horas e 36 minutos de trabalho para custear esses produtos, considerando uma jornada legal de 220 horas mensais.

O Dieese-PA também destaca que, em dezembro de 2025, cinco dos 12 produtos que integram a cesta básica registraram aumento de preços. O principal destaque foi a banana, com alta de 4,48%, seguida pelo feijão (3,77%), óleo de soja (3,54%), carne bovina (1,22%) e pão (0,18%). No mesmo período, sete itens apresentaram recuo nos preços, com destaque para o tomate, que teve queda de 4,72%. Também ficaram mais baratos o arroz (-2,34%), a manteiga (-1,85%), a farinha de mandioca (-1,39%), o café (-0,90%), o leite (-0,88%) e o açúcar (-0,77%).

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No acumulado do ano, o estudo revela que o custo total da cesta básica registrou uma leve alta de 0,11% entre janeiro e dezembro de 2025. Nesse recorte anual, seis dos 12 itens apresentaram aumento de preços, com destaque para o café, que acumulou expressiva valorização de 38,46%. Também ficaram mais caros o pão (5,90%), a banana (5,40%), a carne bovina (3,96%), o óleo de soja (3,22%) e o tomate (0,28%). Em contrapartida, outros seis produtos registraram redução ao longo do ano, com quedas mais acentuadas no arroz (-37,64%) e no açúcar (-31,69%), além do feijão (-9,84%), leite (-4,03%), manteiga (-4,02%) e farinha de mandioca (-1,66%).

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