Crise: Veja o que pode acontecer com os 44 mil trabalhadores das Americanas

As Americanas têm 44 mil funcionários, sendo 85% permanentes e 15% temporários

O Liberal
fonte

Com as dívidas de bilhões e uma queda de quase 80% no valor das ações em um único dia, a sustentabilidade financeira das Lojas Americanas, uma das principais marcas do varejo brasileiro, se tornou um dos assuntos mais repercutidos ao longo da última semana. As informações são do Uol.

Mas, afinal, as perdas astronômicas podem causar algum impacto aos trabalhadores? O que pode acontecer se a rede fechar lojas ou declarar falência?

Funcionários correm risco?

As Americanas têm 44 mil "associados", como são chamados os funcionários. Segundo o último relatório anual da empresa, com dados relativos a 2021, 85% deles são permanentes, enquanto 15% são temporários.

Por enquanto, a informação é de que não haverá demissões. Antes de declarar a insolvência total, a varejista pode passar por um processo de recuperação judicial, por meio do qual é possível negociar o pagamento de suas dívidas. Tanto na falência quanto na recuperação judicial, os créditos dos trabalhadores têm preferência sobre os demais, até o limite de 150 salários mínimos por funcionário.

VEJA MAIS

image S&P rebaixa classificação de crédito das Americanas
A empresa admitiu na semana passada que suas dívidas podem chegar a R$ 40 bilhões

image BTG e Bradesco estão entre bancos mais expostos à crise das Americanas
Na semana passada, as Americanas revelaram que foram detectados R$ 20 bilhões em "inconsistências contábeis"

Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) e professor de direito Rodrigo Carelli, se a companhia fechar as portas de vez, os funcionários recebem sua parte antes de fornecedores, de lojistas que venderam seus produtos no marketplace das Americanas e de outros credores, como o banco BTG, que têm dinheiro a receber da empresa.

Há risco de demissão em massa?

Caso a empresa não abra falência, mas seja obrigada a fechar lojas e enxugar o quadro de funcionários para equilibrar o caixa, pode haver demissão em massa.

A reforma trabalhista de 2017 havia liberado demissões em massa, sem a necessidade de mediação de sindicatos. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho do ano passado, porém, determinou que as entidades representativas dos trabalhadores participem das negociações sobre os desligamentos. Elas não têm poder, no entanto, de impedir as dispensas, caso o acordo não seja considerado satisfatório para as partes.

Economia
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM ECONOMIA

MAIS LIDAS EM ECONOMIA