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Cesta Básica em Belém registra alta em maio e chega a R$ 755,24

Note dos 12 produtores que compões a cesta básica tiveram aumento de preços

O Liberal
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Em maio de 2026, o custo da Cesta Básica de Alimentos em Belém registrou nova alta, atingindo R$ 755,24. A pesquisa, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou um aumento de 3,78% em relação a abril de 2026, quando o valor era de R$ 727,70. Esta elevação mantém o custo em um dos maiores patamares já vistos na capital paraense, impactando o orçamento familiar, ainda segundo a análise do Dieese. 

Nove dos doze produtos que compõem a Cesta Básica de Alimentos tiveram alta de preços em maio de 2026. As maiores elevações foram no tomate, que chegou ao preço médio de R$ 12,29 o quilo, com alta de 18,17%, o arroz agulhinha, que aumentou 4,22% e está sendo comercializado ao prédio médio de R$ 4,73, e a manteiga, que custa em média R$ 62,60 o quilo, (alta de 2,04%).

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Por outro lado, o óleo de soja (-0,80%) e o pão francês (-0,35%) apresentaram queda. O primeiro está sendo comercializado ao preço médio de R$ 8,69, a embalagem com 900ml, enquanto o segundo custa em média R$ 16,92 o quilo. A farinha de mandioca manteve o preço estável (0,00%), custando em média R$ 8,41 o quilo. 

Para comprar os itens da Cesta Básica de Alimentos, o trabalhador paraense com salário mínimo comprometeu 50,37% de sua renda mensal em maio de 2026. Isso significa que, de 220 horas mensais de trabalho, 102 horas e 30 minutos foram dedicados apenas à compra de alimentos básicos.

Na prática, mais da metade do tempo de trabalho de um mês foi destinada ao custeio da alimentação individual. Esse dado reforça o elevado peso dessa despesa no orçamento dos trabalhadores.

Quinto aumento consecutivo

As análises do Dieese/PA mostram que a Cesta Básica de Alimentos em Belém teve, em maio de 2026, o quinto aumento mensal consecutivo neste ano. Desde janeiro, os preços vêm subindo sem interrupção, indicando pressões inflacionárias persistentes sobre os alimentos básicos consumidos no Pará.

Nos cinco primeiros meses de 2026 (janeiro a maio), o custo total da cesta básica em Belém acumulou uma alta de 13,30%. Este percentual é quase cinco vezes maior que a inflação estimada em 2,7% para o mesmo período.

Os gastos com alimentação continuam crescendo em ritmo superior ao de outros bens e serviços, reforçando a queda do poder de compra das famílias. As famílias de menor renda são as mais afetadas, destinando uma parcela maior de seus rendimentos para a compra de alimentos.

No período acumulado de janeiro a maio de 2026, oito dos doze produtos da cesta tiveram aumento. Os destaques foram o tomate (69,28%), o feijão carioquinha (57,29%), a banana (9,41%) e a carne (6,68%). Essas variações superaram a alta acumulada da inflação geral, intensificando o impacto no orçamento das famílias.

Em contrapartida, quatro produtos registraram queda de preços nos primeiros cinco meses do ano: farinha de mandioca (-20,96%), óleo de soja (-12,58%), café em pó (-5,20%), e açúcar cristal (-4,38%). 

Contudo, essas reduções não compensaram os aumentos expressivos em itens essenciais como tomate, feijão, carne e arroz, resultando na manutenção da trajetória de encarecimento da cesta básica.

Análise Anual: Custo da Cesta Básica nos Últimos 12 Meses

No período de 12 meses, entre maio de 2025 e maio de 2026, a Cesta Básica de Alimentos em Belém acumulou uma alta de quase 4%, segundo o DIEESE/PA. Quatro dos doze produtos registraram aumentos significativos: feijão carioquinha (55,29%), tomate (19,55%), banana (10,13%), carne bovina de primeira (6,12%). 

Oito produtos apresentaram redução de preços no mesmo intervalo anual, com destaque para: açúcar cristal (-35,03%), arroz agulhinha (-25,96%), farinha de mandioca (-24,30%) e café em pó (-12,93%).

Cesta Básica: comportamento nacional e comparativo entre capitais

O valor da cesta básica subiu em todas as 27 capitais pesquisadas pelo Dieese e Conab. Entre abril e maio de 2026, as maiores elevações foram observadas em Recife (PE), com alta de 8,05%, Florianópolis (SC), com aumento de 7,81% e Fortaleza (CE), que ficou 7,48% mais cara. 

Na região Norte, a maior alta foi em Porto Velho (4,79%). Belém ficou em 4º lugar entre as sete capitais, com aumento de 3,78%. Apesar da variação ter sido menor, a cesta básica na capital paraense, no valor médio de R$ 755,24, é mais cara que a de Porto Velho (R$ 689,88). 

Maiores altas registradas em maio, na comparação com abril

Produto / preço médio no mês / variação registrada

Tomate / R$ 12,29 o quilo / 18,17%

Arroz agulhinha / R$ 4,73 / 4,22%

Manteiga / R$ 62,60 o quilo / 2,04%

Feijão / R$ 8,65 / 1,54%

Carne / R$ 45,06 / 1,17%

Leite integral / R$ 7,96 / 1,14%

Açúcar / R$ 3,71 / 0,27%

Banana / R$ 11,74 / 0,17%

Café em pó / R$ 65,65 / 0,05%

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