'The Voice' valoriza experiência de Tony Gordon

Conheça o cantor de pop e R&B que se consagrou como a melhor voz desta edição do reality

Redação Integrada, com informações da TV Globo

Aos 53 anos, o paulistano Tony Gordon se sagrou grande vencedor da oitava edição do programa The Voice Brasil. Representando o time de Michel Teló - agora vencedor das últimas cinco temporadas -, o cantor se consagrou como a melhor voz desta edição do reality e garantiu um prêmio de R$ 500 mil, além de um contrato com a Universal Music, gerenciamento de carreira artística e um carro. Diferentemente dos últimos vencedores, o perfil de Tony chama atenção por causa dos mais de 30 anos de carreira, fato pouco comum no programa.

A trajetória profissional começou de verdade aos 20 anos, mas, antes disso, Tony já chamava atenção em casa. Ele ri ao lembrar da mãe dizendo que, se ele nascesse sem cantar, ia apanhar. Outra lembrança boa é de quando ela pegava na sua mão e passava pela vizinhança toda orgulhosa mostrando ele cantar ainda criança.

O cantor de pop e R&B tem a música no sangue. O pai, Dave Gordon, veio da Guiana para o Brasil na adolescência e ficou conhecido por seus shows que misturavam ritmos caribenhos aos brasileiros. A mãe, Denise Duran, também foi cantora, mas acabou interrompendo a carreira para cuidar dos filhos.

Tony ainda é sobrinho de Dolores Duran, cantora e compositora que fez muito sucesso nos anos 1950; além disso, é irmão da cantora Izzy Gordon, que já fez shows com nomes como Zizi Possi e Ed Motta e teve um disco pré-indicado para o Grammy Latino.

Com uma família dessas, naturalmente as maiores referências vieram de casa. A mãe é só orgulho e a tia, apesar de ter morrido antes do nascimento do cantor, também desempenha uma grande influência na sua música.

"Eu sempre falava para a minha mãe: ‘poxa vida, por que você parou de cantar?’ Por isso, um dos momentos mais especiais do The Voice foi entregar o troféu para ela. Foi como se eu tivesse uma dívida por ela ter sacrificado tudo na carreira para cuidar da gente, sabe?", diz ele, que acrescenta ainda sobre a tia: "Aqui em casa, a gente ouve Dolores nas gravações e se enxerga muito nas músicas dela, no jeito de cantar. Essa influência é muito real na minha vida".

A herança musical não parou na geração de Tony. Ele é pai de quatro: Liv, de 23 anos, que já lhe deu um neto; Georgia, que não completou nem um mês de vida; além de William, de 25, e Alex, de 14, que abraçaram a música cantando e tocando instrumentos. O mais velho, William Gordon, chegou a ser vice-campeão do programa SuperStar, em 2014, e foi quem inscreveu um Tony contrariado para se arriscar no The Voice.

Ele já vivia de música e viajava não só todo o Brasil, como também ia ao exterior para cantar. Mas, apesar de ser uma pessoa muito autoconfiante - característica que atribui à criação de seus pais desde a infância -, admite que foi contra a inscrição no programa por pura insegurança.

"É muito difícil um cara com tanto tempo de carreira se expor a algo desse tamanho. Para quem tem mais idade, a aceitação do público é muito importante. Estreei sem saber o que ia acontecer, na intenção de entender e enfrentar os meus medos", conta Tony, que confessou ter sentido um friozinho na barriga com receio de que nenhuma cadeira virasse.

Mas as quatro viraram, e o cantor encantou com a classe, o grave, a rouquidão e a leveza da voz. Depois, perdeu batalha, mudou de time e ainda assim se consagrou vencedor da edição. Tony conta que o segredo foi focar na experiência. "O diferencial para mim foi ter chegado ali sem pensar em prêmio, sem me importar com rede social, seguidores, nada disso. Eu só me preocupava em subir naquele palco e fazer uma boa apresentação, levar algo legal para as pessoas, cantar com a minha alma. Acredito que, quando você faz com muito amor, as coisas voltam de uma forma tão bonita quanto. Desta vez, voltou em formato de prêmio. Que bom!".

Agora, a rotina já mudou e a agenda está cheia de shows. Serão 50 até dezembro. A lição que fica para além do prêmio, segundo Tony, é para ninguém desistir. "A gente segue adiante para dar o nosso melhor e torce para que a vida seja algo crescente sempre. Recebi muitas mensagens, até de gente que eu não conhecia, dizendo que eu inspirei, que passei esperança para que eles sigam fazendo o que gostam, independentemente da idade", conta.

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