Série brasileira 'Cidade Invisível' faz sucesso até no exterior

Criada e co-produzida por Carlos Saldanha, produção tem o folclore brasileiro como pano de fundo para uma investigação criminal

Redação Integrada do Grupo Liberal

Mistério: como um boto-cor-de-rosa, de água doce, acaba aparecendo morto nas areias de uma praia carioca? O que parece ser um caso sem solução é apenas a porta de entrada para um mundo invisível aos olhos de quem não acredita no fantástico.

Em Cidade Invisível, nova série original brasileira da Netflix, Carlos Saldanha, criador e co-produtor, embarca em seu primeiro projeto live-action trazendo as lendas folclóricas brasileiras para os dias de hoje em uma trama investigativa instigante e surpreendente. O enredo é uma criação original de Saldanha inspirado em uma história desenvolvida por Carolina Munhóz e Raphael Draccon.

Com sete episódios, a história acompanha os esforços de um fiscal ambiental (Marco Pigossi) para descobrir os reais motivos da morte de sua esposa - que parecem estar ligados diretamente ao surgimento do boto-cor-de-rosa na praia. Correndo contra o tempo para salvar sua família, ele acaba se deparando com seres mitológicos do folclore brasileiro durante a investigação.

Cidade Invisível é uma série policial que traz temas relevantes como a preservação ambiental, o resgate da cultura popular brasileira, além de explorar as relações humanas através do místico.

Protagonizada por Marco Pigossi e Alessandra Negrini, a produção ainda conta com Jéssica Córes, Fábio Lago, Wesley Guimarães e Manu Diegues no elenco. A série é dirigida por Luis Carone e Julia Jordão, com direção-geral de Luis Carone.

Além de boas críticas no Brasil, ‘Cidade Invisível’ se tornou um grande sucesso internacional. Nos Estados Unidos, a produção ficou em primeiro lugar no top 10 da Netflix vários dias após o lançamento. O motivo? O fascínio que esses seres místicos, profundamente enraizados na cultura do país, estão despertando em quem nunca havia escutado falar deles.

No decorrer da história são apresentadas as entidades espirituais, retiradas do folclore brasileiro, como Cuca (Alessandra Negrini), Iara (Jéssica Córes), Saci (Wesley Guimarães) e o Boto cor-de-rosa (Victor Sparapane).

Diferente do que estamos acostumados, as “entidades folclóricas” aparecem em um cenário urbano, coexistindo com os seres humanos e levando uma vida ‘quase’ normal, já que a missão deles é proteger a floresta a todo o custo.

“Cidade Invisível” enfrentou uma certa polêmica logo que foi lançada. Apesar dos elogios, a obra foi criticada por falta de representatividade. Na trama, os personagens retirados da cultura indígena brasileira não são interpretados por nenhum ator indígena e não fazem sequer parte da figuração.

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