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Siriá se torna patrimônio imaterial do Pará após sanção do governador

Lei foi publicada do Diário Oficial no início de maio

Lucas Costa

Depois do Brega, Carimbó e Guitarrada, o Siriá também foi reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Pará. O governador Helder Barbalho sancionou no dia 2 de maio a Lei 9.564, que reconhece a relevância do gênero na história cultural do estado. O Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Dilvanda Faro (PT), foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em abril.

Originário de Cametá, o Siriá quase foi extinto. O multi-instrumentista Joaquim Maria Dias de Castro, mais conhecido como Mestre Cupijó, então ousou em transformar o gênero popular do interior do estado em sucessos musicais, com a inserção de elementos inovadores. Para que o Siriá não desaparecesse, Cupijó acelerou a batida e incluiu arranjos de sopro, agregando, ainda, a influência caribenha, como o mambo e o merengue. Sua adaptação fez sucesso na década de 1970 e chegou a ser regravado por artistas como Fafá de Belém e por Roberto Leal, conquistando sucesso em nível nacional.

Filho de Mestre Cupijó, Oswaldo Castro comemora o momento de reconhecimento. “Para nós [família], é um é um grande prazer saber que o Siriá está sendo reconhecido, para o povo cametaense é muito importante. É uma manifestação cultural cametaense, mas que é uma manifestação cultural do nosso estado. Então é importante para a gente, e nos sentimos muito felizes em saber que o nosso pai contribuiu para que essa manifestação fosse hoje reconhecida. A gente agradece a todos aqueles que deram força pra que isso tivesse acontecido”, celebra.

“Meu pai teve uma importância muito grande nisso, embora não seja ele o criador do Siriá, mas ele foi importante porque foi quem divulgou essa manifestação para o estado e para o Brasil. Então a gente se sente feliz em saber que alguém teve sensibilidade para perceber isso”, completa Oswaldo.

A deputada Dilvanda Faro pontua a conquista como um movimento importante para o reconhecimento do gênero na história do Pará. "O projeto foi pensando para preservar a cultura popular do nosso estado. O cametaense Mestre Cupijó foi o responsável por reinventar o Siriá para que ele não fosse extinto e nosso papel, enquanto cidadãos, é manter viva essa tradição".

Para resgatar a história do Siriá, em 2019 o gênero foi tema do longa-metragem "Mestre Cupijó e seu Ritmo", produzido pela cineasta paraense Jorane Castro, sobrinha do músico. Após o falecimento do tio, ela conversou com a família sobre o desejo de realizar o documentário, mostrando também a história da banda "Azes do Ritmo".

Além de músico e compositor, Cupijó foi vereador e advogado. Morreu em Belém no dia 25 de setembro de 2012, acometido por um câncer. Afastado dos palcos por conta da doença, ele reclamava do ostracismo. O Pará já reconhece como patrimônio a manifestação folclórica do Siriá, com destaque para a dança coreográfica, por meio da Lei 8.453/2016.

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