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Rapper Pelé do Manifesto indica opções para assistir e ler sobre questões raciais

Há opçãos de filme, série e livro

Painah Silva

O rapper Pelé do Manifesto é uma personalidade conhecida no estado, principalmente no cenário do rap. Com cerca de treze mil seguidores no Instagram, o também ator, cantor, poeta e estudante de letras já se apresentou até fora do Pará.

Como ator, Pelé gravou recentemente uma série tipicamente paraense, que será lançada no próximo ano, chamada “Lar Doce Lar”. 

Sendo alguém que entende das mais diversas áreas da arte, o poeta veio ao O Liberal fazer três indicações de opções para assistir, principalmente sobre temas raciais, nas plataformas de streaming e para ler. 

A primeira indicação é o filme “Doutor Gama”, lançado no último ano, e que está disponível para os assinantes do Globoplay. 

A produção traz a biografia de Luís Gama, um homem negro que lutou pela libertação de diversos escravos. Luís era baiano, nascido em 1830, de uma mãe negra e livre e um pai branco, que teve sua vida transformada após o pai o vender como escravo para pagar dívidas. Somente em 1847, após ser alfabetizado, que, de fato, começou a sua luta para mudar a realidade que lhe foi imposta. “A gente estuda geralmente apenas um ícone negro na escola, que é o Zumbi dos Palmares. Mas a gente precisa conhecer outros ícones negros da história desse país”, explica Pelé. 

Como a segunda opção para assistir no streaming, o rapper indica a série “Colin em Preto e Branco”, que está no ranking de melhores séries de Pelé, e está disponível na Netflix. 

A trama conta a história do ex-jogador de futebol americano, Colin Kaepernick, que cresceu em meio a uma família branca, após ser adotado, e sofreu diversos preconceitos ao longo de sua trajetória no esporte. “Essa série vai mostrando como é que o racismo, nos mínimos detalhes, vai atravessando o Colin. Com isso, a gente [pessoas negras] traz pra nossa realidade e fazemos essa associação, vendo como o racismo também nos atravessa. Indico principalmente para os jovens negros”, afirma o cantor. 

A terceira indicação é o livro “Quarto de Despejo”, de Carolina de Jesus. Obra essa que é considerada, por muitos, uma leitura obrigatória para quem quer entender mais sobre vivências e questões raciais. A escritora retrata no livro o cotidiano cruel e triste da vida na favela. Ela conta com propriedade, como alguém que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos. “Pra mim, foi o livro mais impactante da minha vida. É um livro que merece ser lido por todo mundo, principalmente quem vive no Brasil, para ter noção de como é a vida de um pobre, uma mãe solteira, uma mulher preta”, finaliza o paraense.

(*Estagiária Painah Silva, sob supervisão do Coordenador de Conteúdo de Cultura, Abílio Dantas)

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