Projetos culturais no Norte devem receber R$ 40 milhões em novo edital da Petrobras
A Seleção Petrobras Cultural 2026 é a maior edição do programa, com R$ 270 milhões em patrocínio
Exaltada por sua riqueza, mas ainda carente de verbas e estrutura, a cultura amazônica e seus artistas e produtores terão mais uma oportunidade via edital nacional para consolidar e desenvolver seus projetos. Nesta quarta-feira, 1, foi lançada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, a Seleção Petrobras Cultural 2026, maior edição do programa de fomento da companhia, que contabiliza desta vez para todo o país R$ 270 milhões, viabilizados pelas leis Rouanet e do Audiovisual.
Como anunciado durante o lançamento, cada região do país receberá pelo menos 15% do valor total da seleção (cerca de R$ 40,5 milhões) e cada estado deverá ser local da realização de, no mínimo, dois projetos.
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Representando o Ministério da Cultura (MinC), participaram da cerimônia de lançamento o secretário-executivo Márcio Tavares e o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Thiago Rocha. Pela Petrobras, a presidente Magda Chambriard e o gerente de comunicação Luiz Fernando Nery estiveram presentes, além de autoridades de outras instituições de gestão cultural, como o secretário municipal de cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, e a secretária estadual de cultura do Rio de Janeiro, Danielle Barros, presidente do Fórum de Secretários e Secretárias de Cultura. Úrsula Vidal, ex-secretária de cultura do Pará e ativista cultural também integrou o encontro.
“Há décadas a Petrobras atua com o fomento da cultura no país. A gente considera muito importante o momento em que a companhia resolveu, em 2001, realizar processos de seleção pública voltada a fazedores de cultura. Entre 2001 e 2026, muita coisa mudou. Aproveitamos os últimos 25 anos para nos aprimorar. O trabalho que vocês verão aqui foi discutido com todos os secretários e secretárias de cultura municipais e estaduais e com o Ministério da Cultura”, anunciou em seu pronunciamento o gerente de comunicação da Petrobras, Luiz Fernando Nery.
A relação de modalidades de patrocínio da Seleção, ainda segundo a apresentação de Luiz Nery, apresenta neste ano como novidades a “Produção de Games” e “Incubação e Desenvolvimento Cultural”. De acordo com o gerente, com as duas novas modalidades, o objetivo é atender os jovens produtores de cultura, que refletem a importância do mundo dos games e da criação de projetos pioneiros no cenário cultural brasileiro atual.
O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, representando a ministra da Cultura Margareth Menezes, exaltou os artistas e autoridades presentes e destacou a importância da Seleção como o maior edital público de cultura da história do país. “Para quem, em 2023, chegou no Ministério da Cultura e ao invés de abrir uma gaveta e encontrar um livro encontrava bala de revólver, e no qual as cadeiras estavam quebradas e os servidores eram assediados, depois de tudo isso, poder dizer depois de três anos que conseguiu atingir todo o país com a reativação das políticas públicas, é motivo de grande orgulho. Nós conseguimos construir novos alicerces de gestão. Isso é muito importante e significativo”, discursou.
Em específico para os estados do Norte, Márcio Tavares afirmou que houve avanços, que devem ter continuidade. “A região Norte ocupava 0,2% dos recursos da Lei Rouanet. O edital Rouanet Norte (realizado pelo MinC) foi um impulso para que a gente pudesse fizer um movimento que aconteceu. Hoje, estamos chegando em 4% para a região Norte. Mas estamos buscando que todas as seleções públicas, sobretudo das empresas estatais, garantam os critérios regionais. No caso desta seleção da Petrobrás, 15% do recurso serão destinados para a região Norte: R$ 40 milhões, valor muito significativo, que não é o teto, é o mínimo para os projetos de cada região”, explicou.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em seu discurso, falou sobre os 72 anos da empresa e a importância de “acreditar nas instituições brasileiras”. “Nesse momento, estou muito alegre, porque essa celebração para nós tem gosto de retomada”, iniciou. Dentre os temas que tratou, destacou o foco na economia criativa no novo edital. “Queremos mostrar e ressaltar o que o Brasil tem de bom. Tudo o que estamos fazendo é fruto das leis Rouanet e de Audiovisual, de vontade política e da qualificação cultural, celebrando o valor do povo brasileiro”, finalizou.
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