Prêmio Sesc de Literatura completa 20 anos. Veja autores que já venceram o prêmio no Pará

As inscrições estão abertas até 3 de fevereiro. Só podem concorrer autores estreantes com obras inéditas.

Enize Vidigal
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O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes da categoria no país, direcionado a escritores estreantes, completa 20 anos. Dois autores paraenses já venceram a premiação nacional: Arthur Cecim com o romance “Habeas Asas, Sertão de Céu”, em 2011, e Fábio Horácio-Castro com “O Réptil Melancólico”, em 2021. Ainda, em 2017, o paulista João Meirelles, radicado no Pará, venceu com o livro de contos “O Abridor de Letras”.

Atualmente, o prêmio está com inscrições abertas até o próximo dia 3 de fevereiro, pelo site www.sesc.com.br/premiosesc. Podem concorrer obras inéditas nas categorias romances e contos, destinadas ao público adulto e escritas em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros que residam no Brasil. O edital está disponível no mesmo site.

Lançado pelo Serviço Nacional do Comércio (Sesc) em 2003, o concurso premia escritores inéditos, cujas obras tenham a qualidade literária aprovada pela comissão julgadora. Os livros vencedores são publicados e distribuídos pela Editora Record e os autores participam de um trabalho de circulação nacional para a divulgação da obra.

“O Prêmio Sesc, por suas características, é uma oportunidade única no meio editorial brasileiro”, destaca Fábio Castro, que é jornalista e professor universitário. Como desdobramento da experiência do prêmio, ele está escrevendo o segundo romance que também será publicado pela Record, no próximo semestre.

Ele observa que, além da publicação do livro por uma grande editora, o Prêmio Sesc “possibilita algo que nenhum outro prêmio faz por um autor: o leva para lançar o livro em várias cidades do país, inserindo-o numa cena literária diversa e complexa, que acaba formando uma base nacional de leitores”. Além disso, o livro é distribuído para bibliotecas, escolas e clubes de leitura em todos o país.

O circuito de promoção do livro possibilita que o autor converse com os leitores da obra diretamente. “São várias plateias, centenas de leitores reunidos em eventos literários, feiras do livro, debates, lives, etc. Essa troca com um autor publicado é muito estimulante para quem está começando a escrever. Eu tive a oportunidade de conhecer muitos escritores em formação e, até hoje, tenho contato com eles pelas redes sociais.

Entre os eventos e lugares visitados por Fábio Horácio-Castro, pelo circuito do prêmio, estão a Bienal do Livro de São Paulo; a Fundação José Saramago em Lisboa; e o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal. Ele contabiliza a participação em mais de cerca de 25 eventos literários presenciais organizados Sesc ou pela editora, faculdades de Letras, escolas e clubes de leitura, sem falar nos cerca de 20 eventos online, a maioria deles realizados com clubes de leitura.

“Dá para ver que a literatura é uma coisa viva e que reúne pessoas. Por sinal, de acordo com o site Publishnews, referência do meio editorial brasileiro, o mercado de livros comercializou, em 2021, 55 milhões de livros, movimentando R$ 2,28 bilhões - o que representa aumento de quase 30% em relação a 2020. Boa parte disso envolve leitores apaixonados e pessoas que querem ser escritores”.

Livros premiados no Pará

O romance “O Réptil Melancólico” narra o retorno do personagem Felipe para a cidade natal após um longo período fora do país. Pois ele foi levado para o exílio, ainda criança, pela mãe que era militante política perseguida e torturada pelo regime militar brasileiro. Na volta pra casa, ele retoma o contato com a família paterna, especialmente com o primo Miguel, que está fazendo o caminho oposto: partindo da cidade.

Já no livro de Arthur Cecim, "Habeas Asas, Sertão de Céu”, as vidas dos homens é complexificadas com as vidas dos pássaros, numa parábola de elementos sagrados e profanos, mundanos e supramundanos, que coexistes como um só vistos no mesmo espelho da alma. O livro é uma busca pela bem-aventurança da terra. O autor é professor e tradutor de inglês, estudante de Filosofia e filho do saudoso jornalista, publicitário, cineasta e escritor premiado Vicente Cecim.

Já nos oito contos de "O Abridor de Letras", o autor João Meirelles aborda a relação do homem e o desconhecido da natureza amazônica, seja pelas encantarias, seja pelo impacto das mudanças climáticas. O escritor também é ativista ambiental, empreendedor social e trabalha no Instituto Peabiru, organização de direitos sociais e ambientais.

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