CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Obra do Álibi de Orfeu vira patrimônio cultural de Belém

Banda celebra 40 anos de estrada e tem show agendado para 8 de agosto

Eduardo Rocha
fonte

No momento em que começa a celebrar 40 anos de estrada, a banda paraense Álibi de Orfeu, conhecidíssima da cena rock da capital paraense, acaba de ter sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém. A edição do Diário Oficial do Município de Belém de terça-feira (14) trouxe a Lei nº 10.360, de 14 de junho de 2026, assinada pelo prefeito de Belém, Igor Normando, que trata sobre o assunto.

De acordo com essa legislação, “Fica reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém a Banda Álibi de Orfeu, uma das bandas tradicionais paraense, com elementos da música amazônica (como lundu e carimbó), além de espetáculos que unem música, teatro e dança”.

A banda Álibi de Orfeu hoje é composta por Rui Paiva, na bateria (membro da primeira formação); Sidney Klautau, baixista com mais de 20 anos na banda; Rafael Mergulhão na guitarra solo e violão, e há 14 anos na banda; Lohane Takeda no vocal e André Sassim na guitarra base e violão.

Rock autoral

O baterista Rui Paiva conta como os músicos receberam a notícia do reconhecimento da obra da banda. “Foi uma surpresa enorme para todos. Esse reconhecimento dá uma sensação de que nada foi em vão nesses 40 anos de existência da banda. Compactuamos nossa alegria e agradecimento com todos os músicos que nos ajudaram a chegar nesses 40 anos fazendo rock autoral e versões próprias de outros compositores. Esse reconhecimento da vereadora Marinor Brito e equipe muito nos honra e só temos a agradecer esse carinho e, principalmente, por mostrar ao município de Belém que o rock paraense é uma realidade. É um fato!”.

Rui adianta que o Álibi vai celebrar os 40 anos de estrada com um megashow em agosto. ”Vai ser no Teatro do SESI, dia 8 de agosto próximo, a partir das 20h. Terá uma campanha, juntamente com a aquisição dos ingressos, para arrecadar um quilo de alimentos não perecíveis a serem encaminhados à AVAO (Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia). Além disso, haverá outras promoções de ingressos casados com camisas da banda”.

O Álibi de Orfeu surgiu a partir de projetos de escola, no começo dos anos 1980, com a banda Epsilon, formada por alunos do NPI e do Colégio Marista. A intenção dos músicos era fazer rock progressivo e experimental. “Por exemplo, na primeira temporada no Teatro Waldemar Henrique, iniciava o show tocando um ritmo frenético numa máquina de datilografia e com uma placa na frente da máquina com o escrito: Burrocrata. A Gabriela, primeira cantora, recitava ao mesmo tempo um poema existencialista. O baixo e a guitarra corriam atrás desse processo de forma improvisada. A ideia da banda, com a escolha do nome Orfeu, era não ter limites com a música. Começávamos com um rock pesado, depois seguíamos para um punk rock até chegar numa valsa em ¾”, conta Rui Paiva. Desde então, a banda se reinventa em novos estilos, shows e até no projeto de uma ópera rock em Belém. A banda tem cinco álbuns: “Álibi de Orfeu” (vinil), “Só Veneno” (CD), “Desterro” (Ópera Rock), “Tributo aos Secos & Molhados” e o “3.8” (plataformas).

O baixista Sidney Klautau conta que a ópera “Desterra” foi gravada e lançada em 2018 nas plataformas de música. “Até aquele momento, a ópera ‘Desterro’ foi a primeira ópera rock do Brasil. O Titãs lançou um álbum, logo depois, que se transformou num espetáculo que eles chamaram de ópera também. Mas, veja, a data de lançamento que prevalece com a anterior é a do Álibi, da ópera ‘Desterro’ “.

Na semana anterior ao lockdown provocado pela pandemia da Covid-19, a banda apresentou a primeira temporada de “Desterro”, com três dias de teatro lotado, e os músicos tocando ao vivo as 14 músicas do álbum, junto com a Orquestra Sustentável de Percussão da Terra e mais 30 atores.



 

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Cultura
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM CULTURA

MAIS LIDAS EM CULTURA