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O sonho do Bolshoi que quebra barreiras e preconceitos

Histórias de meninos que sonham em ter carreira internacional no ballet clássico

Bruna Lima

O movimento do corpo  que casa com os timbres de uma música resulta na arte da dança, uma arte que acompanha a humanidade desde os seus primórdios e que é capaz de exprimir desde as mais simples até as mais fortes emoções. E como incentivador a toda expressão artística, o jornal O Liberal vem acompanhando ao longo do tempo histórias de crianças que se empenham e lutam para fazer parte da Escola de Teatro Bolshoi, no Brasil. 

A professora de ballet, em Belém, Lucinha Azeredo, é uma das responsáveis e incentivadores de sonhos de meninos e meninas que almejam essa conquista. Ela diz que atua com esta iniciativa desde 2016 e acredita que entre 15 a 20 paraenses já entraram na escola neste período. "Eu não tenho como saber o número exato porque tem alguns bailarinos que não são da minha escola, mas fazendo uma avaliação breve acredito que seja esse número. Tem alguns que já se formaram, têm carreira internacional, outros ainda estão em formação dentro da escola e alguns por motivos diversos não conseguiram concluir os estudos", pontua a professora e bailarina.

E para saber mais sobre a saga para alcançar o objetivo, a reportagem de O Liberal conheceu a história de dois garotos, que lutam diariamente não apenas pelos seus objetivos, mas também lutam contra o preconceito por, simplesmente, atuarem na arte da dança.

O paraense João Tiago Francisqueto de Sousa, 12, entrou na Escola Bolshoi Brasil, que fica localizada em Santa Catarina, em 2019. Ele diz que a sua trajetória no ballet começou aos três anos, quando sua mãe lhe matriculou em aulas de taekwondo, mas ele "furava" e seguia para a sala de ballet.

"Quando eu vi a turma de ballet logo me apaixonei e pedi para a professora para eu participar, até que ela deixou e conversou com a minha mãe. Desde aí comecei e não parei mais", disse o garoto. Tiago diz que recebe 100% de apoio dos pais, mas logo no início eles ficaram preocupados em decorrência do preconceito que sofria.

Os próprios colegas da escola ficavam questionando o garoto por ele gostar de dança em vez de artes marciais. Mas Tiago disse que enfrentava o preconceito e com o apoio dos pais. Depois de passar por algumas escolas, Tiago foi para a escola da professora Lucinha Azeredo e lá conseguiu se inscrever para a escola Bolshoi.

Para conseguir o objetivo,Tiago passou por várias etapas até chegar na seletiva nacional. Ele disse que quando recebeu o resultado não acreditava, pois  sempre teve o sonho de fazer parte da escola. Estar no Bolshoi é algo para além das expectativas do bailarino. "O Bolshoi não nos torna apenas bailarinos profissionais, ele nos torna cidadãos e amantes da arte", destaca o bailarino.

E o sonho persiste, Tiago pretende terminar os oitos anos de ballet na escola e, na sequência,  ter uma carreira internacional, especificamente em Nova York.

Assim como Tiago, o bailarino Victor Hugo, 12, também tem sonhos. Ele ainda não conseguiu ingressar à Escola Bolshoi, ele já tentou duas vezes e não passou, mas ele segue persistindo e tem a convicção de que vai alcançar o objetivo.

Ele começou na dança clássica por meio de projeto social. Até que ele foi para a escola da professora Lucinha Azeredo e segue com as aulas de ballet. Ele diz que a dança em sua vida representa força e liberdade e quer a arte como sua profissão.

"Dança para mim é liberdade, representa a vida. Eu amo a dança", ressaltou o adolescente. Ele diz que também recebe o apoio dos pais e dos professores e diante desse incentivo acredita que vai alcançar os objetivos.

Para a professora Lucinha é uma satisfação poder contribuir com os sonhos de crianças e adolescentes. "Me sinto muito realizada. É uma oportunidade que, infelizmente, eu não tive. Eu tento proporcionar isso para esses bailarinos que querem seguir a carreira", diz a educadora e bailarina.
 

Cultura
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