Nina Matos apresenta exposição ‘Lirismo das Coisas’ em sala especial da TV Liberal

A artista paraense leva sua subjetividade através de obras que conversam entre si

Thainá Dias

A artista visual paraense Nina Matos apresenta sua exposição “Do Lirismo das Coisas” na sala João Carlos Pereira, da TV Liberal, em Belém. A mostra reúne quinze obras, de diferentes fases da produção da artista, todas com um ponto em comum: o universo particular do retrato, passando por registros familiares e anônimos. A exposição segue até final de outubro.

Segundo Nina Matos, “a exposição surgiu a partir de um convite do querido amigo Sérgio Oliveira, que fez de um espaço de realização de entrevistas na TV Liberal, um lugar de difusão da arte paraense, uma forma de dar visibilidade à produção artística local, de forma diária. E então reuni obras minhas de diferentes fases e períodos, surgindo ‘Do Lirismo das Coisas’, uma exposição onde obras de distintas fases, da minha produção, conversam entre si, estabelecendo conexões, ligadas a afetos e memória”, explicou.

A artista ressalta ainda que o público que circula no lugar, poderá ter contato com a poética do seu trabalho. “É possível perceber momentos dessa produção, onde a sensibilidade e subjetividade de cada um, irá conduzi-los à suas próprias vivências pessoais. O conjunto das obras expostas, gravitam em torno de um mesmo território, ensaios pictóricos que carregam em si, subjetividades que permeiam várias situações de afetividade, falando de histórias comuns que pertencem à cada um. Onde a minha pessoalidade está presente, fazendo com que eu me aproxime do que pertence ao coletivo, porque talvez todos lidam com memórias da mesma forma, todos sentem as mesmas dores, repetem e rememoram experiências pessoais de vida, no campo dos afetos”, destacou.

Para Nina, “a arte sempre teve uma capacidade de reflexão, transformação, um produto humano que nos afeta em vários níveis. E o meu trabalho está diretamente ligado à percepção do outro. As pinturas são forjadas como retratos e takes de cenas do cotidiano, apresentando decodificações de relações humanas, abandonando o espaço privado para torna-se público, sugerindo desvendar o universo íntimo de tais personagens ali representadas. As obras criam narrativas que, mantendo lógicas próprias, se interligam, estabelecendo um discurso relacionado à estados d’alma, como perdas, ausências, incomunicabilidade, isolamento, silêncios...  O diálogo estabelecido entre estas representações ali expostas, podem trazer uma mensagem de um certo lirismo da vida, nestes momentos que atravessamos, de lutos e perdas, de que a vida se impõe apesar de tudo e que devemos vivê-la, celebrá-la”, concluiu a artista.

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Cultura
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