Projeto MOA abre inscrições para coletânea de artistas periféricos autorais

Dez artistas terão seus trabalhos gravados e disponibilizados pelas plataformas digitais

Redação Integrada

O Projeto MOA - Centro de Produção Musical com Tecnologias Digitais abriu inscrições para seleção de dez artistas autorais que nunca gravaram profissionalmente para participar da 2º Coletânea do MOA. A coletânea intitulada “Pelas Fitas Vo. II” priorizará artistas, bandas e grupos formados nas periferias da Região Metropolitana de Belém, que tragam as suas realidades nas canções. As inscrições vão até dia 20 de janeiro. O álbum será lançado em todas as plataformas digitais até o final de março.

“Agora abrimos a seleção para os artistas, somente precisa preencher o formulário, e a informação do projeto artístico. Prioritariamente serão selecionados artistas que não tenham tido oportunidade de gravar, que sejam oriundos das periferias, com narrativas sobre a cultura paraense, pretas, periféricas, indígenas ou ribeirinhas. Prevemos uma garantia de que 50% dos selecionados sejam mulheres. Entende para garantir acesso das mulheres a rede de produção musical”, declarou a diretora do Projeto Moa, Rebecca Braga.

Dentre os critérios para participar, além de não terem feito nenhuma gravação profissional, os interessados devem ser da Região Metropolitana de Belém, serem das periferias, não podem ter participado da primeira coletânea “Pelas Fitas” e não terem sido contemplados pelos editais da Lei Aldir Blanc. O projeto que foi selecionado pelo Edital de Música da Lei Aldir Blanc ainda garantirá a participação de 50% de mulheres (cis ou trans) na gravação do álbum.

Os interessados devem preencher o formulário do Centro (https://forms.gle/HWeBwEg29ajjtehQ8). Ao preencher a inscrição devem enviar um release de trabalho contando a história pessoal, currículo profissional, uma ou duas fotos, e a música autoral em formato de áudio ou vídeo. “Quando a pessoa se inscreve ela pode mandar a música em áudio ou em vídeo. Pode gravar de maneira amadora. Tudo será mostrado para uma banca de curadoria, que vai ouvir o material, avaliar os releases e portifólios. A ideia é selecionar artistas que mostrem um leque amplo da música paraense, queremos propostas diferentes para uma cultura rica e colorida”, destaca Rebecca.

O MOA é um projeto de Extensão da Faculdade de Ciências Econômicas da UFPA. Nos anos de 2019 e 2020 trabalhou com formação na área de produção musical com o uso de tecnologias digitais para jovens da periferia de Belém (PA). O nome do projeto foi dado em homenagem a Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Mestre Moa do Katendê, que foi compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro. 

Esses jovens produtores formados no ano passado nos cursos Produção Cultural e Produção de Áudio pelo MOA retornarão para trabalhar no segundo álbum “Pelas Fitas Vol II”. As produções serão feitas pelo MOA e as gravações realizadas em um estúdio parceiro. O álbum tem previsão para ser lançado até o final de março e disponibilizado em todas as plataformas digitais.

Música
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