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Nilson Chaves e Manoel Cordeiro celebram a vida em primeira live após vencerem a covid-19

Músicos participam nesta sexta-feira, 5, de nova edição da 'Live as Mãos com Música', do músico Marco André

Lucas Costa

Dois heróis da música paraense mantiveram os fãs aflitos durante o período em que lutaram contra a infecção por covid-19, e agora participam juntos pela primeira vez de uma live para celebrar a vida, as histórias e a arte. Nilson Chaves e Manoel Cordeiro são os convidados da “Live as Mãos com Música”, desta sexta-feira (5), às 21h30. A série de transmissões tem como anfitrião o músico paraense Marco André, e é realizada em seu perfil do Instagram @marcoandre_musicine.

Nilson Chaves e Manoel Cordeiro dividem o mesmo dia de aniversário, 8 de novembro, mas em 2020 ambos passaram a data lutando contra o coronavírus. Ambos foram internados com a doença dias antes do aniversário, e ambos também desenvolveram quadros graves da doença, necessitando de intubação.

Manoel foi internado, de início, em um hospital público de Macapá (AP), até conseguir ser transferido para um hospital particular de Belém. Nilson ficou o tempo todo sob os cuidados da rede pública de saúde, em Belém.

“Eu tinha saído da intubação, estava na UTI ainda, mas não intubado, quando soube que ele [Manoel] estava vindo de Macapá para o Porto Dias”, relembra Nilson sobre as notícias que recebia sobre o estado do amigo.

Ao longo da internação, Nilson Chaves, 69, recebeu uma série de homenagens e correntes de oração de fãs e amigos que torciam por sua recuperação. O cantor também chegou a ser vítima de uma fake news, dizendo que ele havia falecido com a doença. Nilson foi internado, de início, no Hospital de Campanha do Hangar, e depois transferido para a Santa Casa de Misericórdia.

Cada passo na melhora foi comemorado, desde o fim da intubação e a saída da UTI, até a volta para casa - celebrada por uma série de fãs.

Ainda se recuperando, Nilson diz estar feliz com a possibilidade de voltar a cantar, mesmo por meio de transmissões. “Essa é a segunda live que vou fazer. Fiz uma no sábado com a Lucinha Bastos, cantando algumas coisas, mas não me exagerei para não forçar a voz. Desta vez vai ser a mesma coisa, e como estou dividindo com o Manoel, vai ser mais tranquilo, também não muito longo para não arriscar. Mas só o prazer de voltar a fazer é inquestionável e de uma importância muito grande”, conta.

Ele será o primeiro convidado da live, dividindo a tela com o amigo Marco André, este que chegou a promover uma live beneficente em homenagem a Nilson, que contou com uma série de convidados de todo o país.

“Vai ser um encontro legal, acho que vai ser um momento tranquilo e aconchegante. O Marco é um artista maravilhoso, e faz um trabalho lindo e muito importante, que foi uma live em minha homenagem com uma série de convidados. Eu assisti e participei falando uma coisa no começo”, relembra Nilson.

Ainda sobre a recuperação, e a fase atual que já o permite cantar, Nilson declara: “para mim está sendo ótimo, diria que estou quase 100%, falta muito pouco graças a Deus. É um trabalho lento, a voz ainda não está 100%, eu diria que estou com 85 ou 90%”.

Manoel Cordeiro, 65, também viveu momentos difíceis na luta contra a covid-19, e agora celebra a vida na live com Marco André. Ele será o segundo convidado, depois de Nilson. O anfitrião explica que não houve a possibilidade de ter os dois convidados ao mesmo tempo, devido às funções da plataforma do Instagram.

O guitar hero do Pará, Cordeiro viveu a agonia de ser internado com a doença longe da família, em Macapá (AP). Ele teve o quadro agravado e chegou a ser intubado. Em seguida, Manoel conseguiu uma vaga no hospital particular Porto Dias, em Belém, para onde foi transferido. O tratamento continuou na capital, onde cada nova fase também foi comemorada, assim como no caso de Nilson.

Manoel também recebeu uma live em sua homenagem, onde amigos artistas se apresentaram com pedidos de doações para que Cordeiro pudesse continuar o tratamento para a doença.

Histórias e música para celebrar a vida

O músico Marco André, que tem em Nilson e Manoel grandes amigos, além de referências na música, comemora a possibilidade do encontro com os dois. “Manoel e Nilson são dois grandes amigos, amigos de 40 anos, eu sempre acompanhei a trajetória dos dois e eles a minha, e foi muito difícil passar por aquele momento em que eles estavam intubados, e a gente sem saber o que poderia acontecer ou não. Mas felizmente eles voltaram pra nós, estão cada dia melhores, fazendo ainda tratamentos de fisioterapia, fonoaudiologia, essas coisas todas”, conta o anfitrião da live.

“É um momento de a gente celebrar a vida no meio desse caos, vamos celebrar a vida. De alguma forma a música resgatou esses dois para que eles pudessem continuar a trajetória deles aqui, fazendo o que eles sabem fazer, dando alegria às pessoas, então vamos celebrar a vida”, declara Marco.

O músico relembra ainda a live feita por ele em homenagem a Nilson, que contou com convidados como Zeca Baleiro, Fafá de Belém e Leila Pinheiro. “Foi no período que o Nilson estava convalescendo e eu sabia que ele iria fazer um tratamento muito caro, e a gente se cotizou para poder ajudá-lo a se recuperar, porque ele também iria passar um bom tempo sem poder trabalhar. Então eu dei essa pequena força para ele, não só eu, vários amigos que se juntaram para poder ajudá-lo”, conta.

Além de promover o encontro de Manoel Cordeiro e Nilson Chaves com o público após um momento conturbado, Marco diz que a live tem ainda um ar celebração, não apenas à vida, mas ao legado destes artistas, referências para diversas gerações.

“Artistas como Nilson e Manoel são referências não só para mim, mas uma leva de artistas paraenses, e essa troca sempre possibilitou que a gente se engajasse em incoação, e novos caminhos, e essa convivência ao longo de tantos anos com o Nilson e com o Manoel sempre trouxe dados muito positivos. O Nilson já gravou comigo várias vezes, eu vi o Manoel produzindo tantas coisas, tantos discos em Belém, até mesmo fora, fizemos parte da mesma gravadora no começo da década de 90, e sempre foi uma troca muito salutar. Eu sempre apreciei muito o trabalho dos dois, e acho que de certa forma eles também admiraram o meu”, conclui Marco.

Música
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