Exclusivo: Gal Costa e Nação Zumbi estarão no Festival Se Rasgum; confira o line up completo

14ª edição do festival ocorre em novembro e terá ainda encontro inédito entre ÀTTØØXXÁ e Keila

Lucas Costa

Novamente se propondo a ser um caldeirão musical na Amazônia, a 14ª edição do Festival Se Rasgum aposta em um line up que promove o encontro entre a nova geração da música brasileira e gigantes. Gal Costa e Nação Zumbi são os headliners desta edição, que contará ainda com shows inéditos como a parceria entre ÁTTØØXXÁ e Keila, e a banda Os Amantes, formada por Strobo e Jaloo.

Este ano o Festival ocorre nos dias 1, 2 e 3 de novembro, no Espaço Náutico Marine Club. Além disso, haverá ainda uma festa de lançamento, no dia 4 de outubro, com shows de Boogarins e Maglore.

A Nação Zumbi retorna a Belém dez anos após sua última apresentação na cidade, quando também foi atração do Se Rasgum. Criado no início dos anos 90, em Recife, o grupo se tornou um dos mais respeitados do país como um dos marcos da criação do manguebeat.

O grupo formado por Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Toca Ogan (percussão), Tom Rocha (bateria), Marcos Matias e Da Lua (alfaias), promete um show passeando por todos os seus álbuns, sem deixar de lado os sucessos da carreira como os do primeiro disco, “Da Lama ao Caos”, lançado ainda sob a alcunha Chico Science & Nação Zumbi.

Dengue conta que vontade de voltar a Belém não faltava. “Pelo jeito só o Se Rasgum para levar a gente. Há muitos anos, até pelas redes sociais, a gente vem demonstrando que a vontade de ir a Belém é grande. A gente sempre vai só até Fortaleza, e temos saudade de chegar até aí. Estamos a dez anos fora desse circuito”, diz.

Junto a outras bandas da sua região, a Nação Zumbi fez parte de um movimento que ajudou a deslocar o eixo da música nacional além do Rio-São Paulo, introduzindo elementos locais ao pop.

“A gente cruzou fronteiras entre o país, entre as regiões, e quando começamos as pessoas não sabiam o que acontecia da Bahia para cima. Achavam que todo mundo era igual, não sabiam os sotaques”, relembra Dengue. “Acho demais ir a Belém, de falar com as pessoas aí, trocar uma ideia e fazer o que a gente gosta, que são essas trocas”.

Desta vez a Nação Zumbi chega a um Se Rasgum com diversas vozes de representantes da música feita por todo o país. Mesmo com a experiência de décadas, Dengue diz que o palco sempre tem um gostinho de primeira vez, e conta que a expectativa para o show de Belém é enorme.

“Eu espero que a gente toque e volte o mais rápido possível, não dá para ficar muito tempo longe. A expectativa é a maior possível, e acho que vamos fazer meio diferente dessa vez, com o disco de 20 anos mais presente no repertório. Acho que vai ser massa, com mais músicas que o normal, e espero que o público veja o tanto que a gente quer tocar”, diz.

O peso das vozes da Bahia

Além da Nação Zumbi, outro show que promete não deixar ninguém parado é o encontro entre as batidas baianas do ÁTTØØXXÁ e a gingado paraense de Keila.

O projeto ÀTTØØXXÁ, formado por Rafa Dias (DJ e produtor musical), Oz (vocal e baterista), Raoni Knalha (vocal) e Chibatinha (guitarrista); começou com o “Arrocha” aplicado às referências globais da Bass Culture, levando-o para o circuito de pistas de dança. Hoje, o grupo conecta-se a pura essência da Bahia, explorando uma biodiversidade percussiva, para plotar as longas frequências do SubGrave, fundindo-se nessa dança ao macrocosmo global da EDM.

ÁTTØØXXÁ se apresenta no festival junto a Keila (Rafael Ramos / Divulgação)

Raoni conta que o grupo deve trazer ao palco do festival o formato do “Bailaum Black Bang”, show mais recente deles, unindo aos hits mais antigos e conhecidos do público. Sobre a parceria com Keila, ele relembra que a conheceram quando se apresentaram no mesmo evento, em Brasília, e o talento da então vocalista da Gang do eletro chamou a atenção.

Esta será a segunda vez do ÀTTØØXXÁ em Belém, que estiveram por aqui pela primeira no início de 2018. Raoni relembra a experiência: “A gente conheceu uma galera como o Lucas Estrela, que é uma referência para os nossos trampos. Também temos contato com outros grupos daí e já fizemos shows com a Gaby Amarantos, Felipe e Manoel Cordeiro. A gente tava super ansioso para voltar, principalmente em um festival desse tamanho”.

A Bahia, inclusive, é um dos estados que vai dar o tom do Festival Se Rasgum deste ano. Além do ÀTTØØXXÁ, também carregam as batidas baianas Larissa Luz, OQuadro, Maglore e Gal Costa. Para Raoni, isso reflete um momento da indústria musical onde a liberdade de criação e distribuição dão o tom do que toca pelo país.

“Acredito que com a tecnologia fica mais fácil de abranger mais coisa. Creio que a galera está conseguindo enxergar o impacto cultural da Bahia, assim como do Pará, onde a cada semana as aparelhagens lançam um novo hit”, diz.

Sobre ser um dos destaques da programação do Se Rasgum, Raoni diz que a banda está muito feliz e animada para se apresentar novamente por aqui. “Acho que vai ser aquele clima de Belém, vai ter muito jambú e o treme envolvido para segurar a galera. Vai ser uma missão, mas missão dada é missão cumprida”, diz animado.

Os ingressos para o 14º Festival Se Rasgum já estão disponíveis no site Sympla. Este ano, considerando a festa de lançamento mais os três dias de festival, serão um total de 29 shows. Completam o line up: Heavy Baile, Tássia Reis, Teto Preto, Bando Mastodontes, Mulamba, Joe Silhueta, Cuatro Pesos de Propina (URU), Brvnks, Moons, Rakta, Pratagy, Black Pantera, Dingo Bells, Bazar Pamplona + Ana Clara, Suzana Flag, Farofa Tropical + Tonny Brasil, e mais cinco vencedores das Seletivas Se Rasgum.

Música
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