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Morre ator paraense Sérgio Carvalho aos 66; artista deixa legado de versatilidade nos palcos e telas

Sérgio deixa esposa e oito filhos. A causa da morte não foi revelada

Amanda Martins

O ator paraense Sérgio Carvalho, presente no teatro e no cinema paraense, morreu aos 66 anos na última quinta-feira (18). Em conversa com o Grupo Liberal, a sobrinha do ator, Rafaela Salimos, revelou que o artista estava enfrentando problemas de saúde há cinco dias. Ele chegou a ser levado para a Unidade de Atendimento (UPA) da Terra Firme, em Belém, e foi diagnosticado com um quadro viral. Apesar do início do tratamento, Carvalho continuou se sentindo mal e o caso se agravou. “Até agora não sabemos a causa. Só sabemos que foi uma infecção generalizada”, disse ela.  

Sérgio Carvalho deixa oito filhos e a esposa, além de uma extensa trajetória profissional que ecoa pela comunidade artística paraense. Com 45 anos de carreira nas artes cênicas, Sérgio deixou sua marca não apenas nos palcos, mas também nas telas de cinema. Considerado um artista versátil, transitava entre gêneros, do humor ao drama. 

O diretor audiovisual Roger Elarrat, que teve a oportunidade de dirigir Carvalho em diversas produções, afirmou que ele era um ator dedicado e colaborativo. 

“Dirigir o Sérgio foi muito tranquilo. Criávamos muito no set quando cabia e éramos muito técnicos quando precisava. Era sempre um ambiente leve, mas de muito trabalho. Ele era um ator com muita facilidade para fazer humor, mas também surpreendeu em muitas cenas dramáticas”, relembrou Elarrat. 

Sérgio atuou em três obras produzidas por Roger: no documentário “Chupa-Chupa: a história que veio do céu”; e nas séries “Sacoleiras S/A” e “Amazônia Oculta”. Para Elarrat, Carvalho deixou um exemplo valioso de versatilidade e comprometimento, que certamente influencia as novas gerações de artistas. Juntos, fizeram três trabalhos onde o ator pode mostrar todo seu potencial artístico em cena. 

"Acho que o Sérgio é um ator que deixa como exemplo a versatilidade. A experiência dele nos palcos foi muito importante para o momento diante das câmeras. Era muito brincalhão nos bastidores, mas muito focado e concentrado. As novas gerações com certeza se beneficiarão muito ao conhecer melhor o trabalho dele", afirmou o diretor. 

Roger afirmou que vai sentir muita falta de trabalharem juntos. “Ele era um colega querido e eu já imaginava um papel para ele em um novo projeto que vou filmar em breve. Já éramos tão próximos que escrevi pensando nele desde ‘Amazônia Oculta’ e, agora, realmente perdi um grande amigo”, lamentou.

A perda de Sérgio também foi profundamente sentida pelos colegas de profissão, como o ator Adriano Barroso, que compartilhou uma relação de amizade e admiração pelo artista. "Éramos amigos queridos. Frequentava minha casa, conhecia meus filhos. Tínhamos um amor profundo um pelo outro", relembrou emocionado. 

Em cena, Carvalho era muito parceiro e sempre disposto a estender a mão, como mencionou Adriano. Juntos, eles fizeram “O Tartufo” e “Um desbunde”. Barroso também dirigiu Sérgio em “O Auto da índia” e “O Desejo de Catirina”. “Ele brilhava. Fazia o nego Chico, a criançada o amava. Ele sempre foi maior do que qualquer texto. Fará muito falta”, acrescentou Adriano.

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