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Luana Piovani critica reality de Viih Tube e Eliezer com funcionários: 'Desgraça'

O programa chegou a ser retirado das redes sociais após a repercussão negativa

Estadão Conteúdo
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A atriz Luana Piovani criticou o reality show As Patroas, criado por Viih Tube e Eliezer com a participação de funcionários. O programa chegou a ser retirado das redes sociais após repercussão negativa, mas teve seu segundo episódio publicado.

O Estadão entrou em contato com a equipe de Viih Tube e Eliezer, além da assessoria de Luciano Huck, citado por Luana, para um pronunciamento. Não houve retorno até o momento.

Após a publicação do segundo episódio, o casal afirmou que o objetivo de As Patroas era chamar a atenção para o fim da escala de trabalho 6x1.

Luana Piovani questiona o reality e cita Luciano Huck

Em um story no Instagram, Luana Piovani questionou o programa ao compartilhar um vídeo: "Vai acontecer o que com essa desgraça? Vai ganhar um quadro sobre maternidade no Luciano Huck. Bem provável, ele ama esse tipo de gente."

Viih Tube e Eliezer justificam objetivo do programa

Os influenciadores disseram que o segundo episódio, previsto para sábado, teve a estreia antecipada devido à repercussão. Eles buscaram a atenção do público para a discussão.

Durante o episódio, Eliezer fez referência às críticas da primeira prova, onde funcionários procuraram moedas em vaso sanitário e lixeira. Ele questionou se o público achou a situação tranquila ou similar à rotina de quem trabalha seis dias e folga um.

Na sequência, Viih Tube completou: "Milhões de pessoas estão se sentindo assim, exaustas, doentes e sem tempo. Esperamos que tenhamos conseguido chamar sua atenção para essa situação esdrúxula que vivemos hoje no Brasil dentro e fora da internet."

O restante do episódio abordou a discussão sobre a escala 6x1 e a precarização das relações de trabalho. O casal conversou com os funcionários sobre a rotina profissional. Todos responderam que cumprem jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso e conseguem aproveitar o período para atividades pessoais.

Caso do reality chegou ao Ministério Público do Trabalho

Ao Estadão, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos".

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou uma mensagem nas redes sociais, sem citar diretamente os influenciadores. A publicação afirma que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. "Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", diz um trecho da postagem do TST.

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