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Irreverente, Benito di Paula fala de novo projeto ao lado do filho Rodrigo Vellozo

O novo projeto conta com a participação de 16 artistas e teve estreia com João Bosco

Bruna Lima

Benito de Paula, o compositor que deu ao piano o status de instrumento do samba, é filho de uma família cigana e diz que a tradição prioriza três pilares: a família, a música e a natureza. Esses elementos guiam a vida do artista, que aos 80 anos, lança o songbook "Benito 80", em meio ao amor dos filhos e ao contato com a natureza.

Ao lado do filho Rodrigo Vellozo, responsável pelo trabalho de produção do songbook, ele falou de forma descontraída para oliberal.com, sobre a felicidade de estar vendo suas produções musicais nas vozes de grandes nomes da música brasileira, que mostram uma nova versão de alguns dos seus clássicos. 

O novo projeto conta com a participação de 16 artistas e teve estreia com João Bosco, que deu uma nova versão a " Se não for amor". Teresa Cristina, Criolo, Roberta Sá e entre outros nomes estão na lista dos artistas.

1. Benito, enquanto alguns artistas estão deixando os palcos aos 80 anos, tu estás retomando com o novo projeto. Fala um pouco do songbook e como foram escolhidas as parcerias. 

Eu fico muito emocionado com esse trabalho, pois tem João Bosco, Teresa Cristina, Criolo, são pessoas muito importantes para a música. Tem muita gente boa. E tem meu filho, Rodrigo Vellozo, que está fazendo a direção artística e produção musical.

2 Como foi feita a seleção dos artistas para compor o time? Resposta de Rodrigo Vellozo

Na verdade, a gente foi selecionando alguns artistas que têm a ver e se relacionam diretamente com a obra do meu pai, por influência dele mesmo. Eu sonhava com João Bosco cantando a música que ele cantou, ficou espetacular. Foi algo meio intuitivo e ao mesmo tempo os artistas são muito queridos, são próximos, são pessoas que a gente gosta e que são acessíveis pra gente.

3 Benito é dono de grandes sucessos que marcam a música brasileira e uma delas é Charlie Brown. Quantas músicas fazem parte do projeto? Resposta Rodrigo Vellozo.

São 16 músicas e não deu para pegar todos os sucessos do meu pai, porque são muitos. Muita música vai ficar de fora e sei que muitas pessoas podem reclamar dizendo que esquecemos uma ou outra, mas não é que a gente tenha esquecido, é que não deu mesmo, pois é muita música. E Criolo gravou lindamente "Charlie Brown".

4 Os artistas trazem uma nova versão aos sucessos de Benito? Explica um pouco sobre esse trabalho de produção. Resposta Rodrigo

Na verdade, a gente pensou nas músicas do meu pai de acordo com o universo de cada artista. A gente pensou em manter a essência da composição original, esse foi meu papel no estúdio. Quando eles começavam a ir para um outro caminho eu falava que era preciso manter a essência, mas claro, também respeitando o universo de cada artista. E essa mistura toda é que tornou o projeto surpreendente.

5. O projeto começou por João Bosco. Na sequência vem Teresa Cristina, como vai ser a ordem?

A ordem é afetiva, é tudo na base do afeto e do que estamos sentindo. O próximo a ser lançado vai ser no mês de junho, que será um EP com quatro das músicas gravadas, ou seja, as duas que já saíram e mais duas versões. E uma delas vai ser interpretada por Mariana Aydar.

6. Benito, fale um pouco sobre algumas de suas passagens por Belém. O que mais lhe marcou?

Eu lembro que uma vez eu fui à sua terra e um compositor daí perguntou o que eu ia fazer e eu cantei: “Morena, onde é que você está? No meu Belém do Pará e é lá que eu vou ficar”, (aos risos). É muito emocionante se apresentar pelo Brasil, já me apresentei várias vezes em estádios de futebol. E é muito gratificante, a gente adquire conhecimento. Tomei sorvete de açaí em uma sorveteria deliciosa.

7. O seu nome de batismo é Uday Vellozo e como surgiu Benito de Paula?

Eu sou filho de José e Maria, e tenho uma saudade deles que você nem imagina. E então, nunca tinha visto um piano, eu tocava violão, acordeom. Cheguei em Paris e mandaram tocar sinfonia branca e eu perguntei, eu sou o Beethoven? não sou o Benito, o homem da montanha. Eu fico escutando o sermão da montanha que Jesus fez e é emocionante. É algo sagrado.

 

 

 

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