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Imersão em Cotijuba resulta na exposição “Olhares Ilhados”

Artista paraense Evna Moura mostra o resultado de anos de pesquisa em ilha

Bruna Dias

Hoje, 19, a exposição “Olhares Ilhados”, selecionada no Prêmio Branco de Melo Franco 2022, estará aberta na Galeria Theodoro Braga, em Belém. Disponível até o dia 26 de agosto, a exposição mostra o olhar da artista paraense Evna Moura, sobre a Ilha de Cotijuba, no Pará.

“O que produzi e que integra a exposição conecta lugares, relações, memórias, à revelia dos rios que nos separam. Nesse sentido, Cotijuba firma-se território para processos investigativos, processos imersos em torno de noções de identidade e de pertencimento amazônico”, frisa a artista, acrescentando que a ancestralidade permeia o trabalho. “Está sob a perspectiva de resultados que partem dessa experiência, mas que só foram possíveis de alcançar através dos conhecimentos naturais entre os elementos, plantas, o lugar e as pessoas. E aqui, falando em específico sobre o lugar: a Ilha de Cotijuba (que já foi uma ilha do presídio), só que refletida e experimentada de uma maneira mais orgânica, espiritual, sensível e arrojada”, assinala Evna.

“Olhares Ilhados” teve os trabalhos elaborados durante dois anos na Ilha de Cotijuba, que resultaram em imagens, sonoridades, visualidades e outros desdobramentos. Cianotipia, serigrafia, fototipias em folhas além de gravações de sons e audiovisuais, são alguns dos elementos que serão encontrados na exposição, que nada mais é do que tradução de sensações e afetos sobre Cotijuba, além de serem resultado de tudo que Evna carregou e carrega consigo.

a exposição estarão disponíveis retratos demoradoras da ilha, com as suas presenças em diversas vivências ao longo do tempo da pesquisa no local. Tudo isso integra a pesquisa de Evna Moura que foi feita para o seu mestrado em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp/SP), concluído em setembro de 2021. Ela conta que a imersão não seria possível sem a colaboração da comunidade da ilha, particularmente representada pelo Movimento das Mulheres da Ilha de Belém e Cotijuba (MMIBC).

“Senti um acolhimento desde o primeiro contato, com Lidia e depois Adriana, dirigentes da associação, sem esquecer de Lene e particularmente de Solange, que não desgrudou de mim e me acompanhou nas andanças pela ilha….Ribeirinhas como eu mesma sou na minha origem, vinda de Cachoeira do Arari, no Marajó, para, por meio da arte e da educação, poder trocar e devolver um pouco de conhecimento, partilhar e frutificar”, completa a artista.

Agende-se

Exposição "Olhares Ilhados", de Evna Moura
Data: a partir de hoje, 19, às 19h, até 26 de agosto
Local: Galeria Theodoro Braga, no  Centur - Batista Campos, Belém

Cultura
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