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Foto-livro traz o olhar da mãe sobre o filho com autismo

Vanessa Ribeiro registrou o pequeno Lucca, dos 3 aos 5 anos de idade. Ela abriu campanha de financiamento coletivo para publicação.

Enize Vidigal

A arquiteta e fotógrafa paraense Vanessa Ribeiro estreia na literatura com o foto-livro “Meu Mundo Não Tão Particular”, que traz a narrativa sobre a vivência do filho Lucca, de 5 anos, diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Numa abordagem cuidadosa, Vanessa divide com o leitor os registros sobre as conquistas e limitações do pequeno no período de dois anos. A autora abriu uma campanha de financiamento coletivo para a publicação na www.kickante.com.br

“Às vezes, as pessoas têm uma visão estereotipada das crianças com autismo. O intuito do livro é mostrar que o autismo não define o Lucca, pois ele tem infância, interações e questões que o autismo traz, mas que acima de tudo é uma criança. O livro traz a evolução dele, a reação da família quando recebeu o diagnóstico e o relato de outras duas mães de filhos com autismo, inclusive, uma delas também é portadora do T.E.A”, conta Vanessa.

Ao longo de 70 páginas do foto-livro, a autora descreve a vida de Lucca a partir do ano de 2019, logo após Lucca ter sido diagnosticado aos 3 anos de idade. A narrativa segue até 2021. “Neste projeto, trago um olhar cuidadoso para o meu filho, onde posso demonstrar suas conquistas e limitações. Lucca é uma criança amorosa, cheia de energia e determinação, para nós é isso que importa. Todos os dias fortalecemos sua autoestima e coragem para enfrentar as limitações que essa condição neurológica tenta impor em sua vida”, acrescenta. 

A fotógrafa traz um relato pessoal sobre as suspeitas iniciais, como encarou o diagnóstico e como tem levado ao vida com o filho: “Eu tinha uma desconfiança de que tinha algo de diferente no Lucca desde que ele tinha sete meses de idade, pois apresentava movimentos repetitivos com as mãos, depois ficou com hiperfoco em chaves e depois com livros e apesar de conversar sobre as minhas desconfianças com os profissionais de saúde que o acompanhavam, todos descartaram a possibilidade. Ouvir da neuropediatra o diagnóstico foi muito doloroso e senti uma profunda tristeza me invadir e não consegui conter as lágrimas. Olhava para o Lucca e pensava como seria sua vida e todos os desafios que ele teria que enfrentar. E por mais que, lá no fundo eu já soubesse, passei pelo luto, mas não paralisei, e logo procuramos auxílio de diversos terapeutas”. 

“No início, (fotografar o filho e escrever sobre o assunto) era um processo meu. Pensei em largar o trabalho para ficar só com ele (cuidando). Foi um processo meu de aprendizado, de me policiar em ter um olhar com ele de criança e não ficar só pensando no tratamento e que ele precisa atingir determinados estágios. Foi para ter um outro tipo de olhar pra ele e também mostrar que nenhuma criança autista é igual à outra. Mas mostrar que a essência da criança tá ali”, completa Vanessa.

Vanessa descreve que hoje, aos 5 anos, Lucca ainda busca superar os desafios de se comunicar de forma verbal, processo iniciado somente aos 3 anos e 11 meses, mas que já atingiu importantes progressos. “A nossa presença e participação no acompanhamento das terapias, estimulando-o seja na melhora da fala ou até mesmo nas simples atividades do dia-a-dia, contribui muito para que ele tenha um progresso cada vez mais consistente. Todas as crianças merecem e precisam da dedicação de seus pais”. 

A meta é arrecadar R$ 23 mil para a impressão de 180 exemplares. A campanha vai até o próximo mês de agosto.

Palavras-chave

Cultura
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