Flores Astrais indica três filmes com a temática LGBTQIA+

A paraense é artista e produtora

Painah Silva

Flores Astrais é uma artista, travesti e produtora paraense. Conhecida por seu trabalho no movimento “Themonias”, ela vem conquistando um espaço na cena local como alguém que trabalha com a arte. 

O início da sua carreira despontou em 2011, quando cursou a Escola de Teatro de Dança da UFPA e teve contato com outras áreas de produção artística, além de desenvolver habilidades.

Em meio às descobertas dentro da arte, Flores também passou por um momento de transição de gênero e isso impactou diretamente na forma em que ela via o mundo e em seu fazer artístico, tornando-o mais crítico e político. 

Porém, foi nas redes sociais que ela encontrou o seu espaço e ganhou visibilidade, principalmente dentro de abordagens como questões de gênero e arte, e a sua vivência pessoal como travesti. 

Dentre os seus trabalhos estão a direção do documentário “Corpo Transversa”, que trata sobre o terreiro de Mãe Rosa de Lugar, mãe-de-santo e travesti de Belém e do videoclipe da música “Eu Sou Flor, do Flor de Mururé” (artista trans paraense), no qual ela assina a direção e roteiro.

Recentemente a artista adentrou no universo musical e assinou a produção musical do álbum “PoeZé” do artista BorBlue.

Como alguém que tem vivência e experiência na arte, Flores veio ao O Liberal indicar três filmes para o público assistir nas plataformas de streaming com a temática LGBTQIA+. 

O primeiro longa é o documentário “Revelação”, lançado em 2020 e disponível na Netflix. Para a produção, diversas personalidades da arte e representantes da comunidade trans analisam o impacto da indústria cinematográfica na comunidade. “É muito forte ver como a mídia contribuiu pra construção de uma sociedade transfóbica e como podemos usar desses mesmos recursos pra reeducar a população para um olhar mais humano sobre nossas vidas”, diz Flores. 

A segunda indicação é o filme “Meu amigo Cláudia”, que apresenta a história de uma travesti que trabalhou como atriz, cantora e performer nos anos 80, e teve notoriedade entre a cena underground de São Paulo. Uma das principais causas de seu reconhecimento foi por ter sido uma ativista em defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+. 

“O filme apresenta a história de vida de Cláudia Wonder, uma das travestis mais importantes da cena cultural de São Paulo através de entrevistas e registros com artistas e com a própria Cláudia mostrando a grandiosidade de sua criação e a importância política do seu fazer artístico”, compartilha a paraense. 

O terceiro filme escolhido por Flores é o longa de 1999, “Matrix”, que está disponível na HBO Max. A trama apresenta um jovem programador, interpretado por Keanu Reeves, que é atormentado por sonhos que o colocam em uma realidade distópica, fato que o faz questionar a sua vida. 

“Muitas pessoas já assistiram esse clássico do gênero distópico; agora convido a reassistir com um outro olhar, tendo consciência de que é um filme roteirizado e dirigido por duas mulheres trans e trás na subjetividade da narrativa muitas questões presentes na vida de pessoas trans e travestis no enfrentamento a uma sociedade cisnormativa”, conclui a produtora. 

(*Estagiária Painah Silva, sob supervisão do Coordenador de Conteúdo de Cultura, Abílio Dantas)

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