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Filme com trilha sonora do paraense Léo Chermont é selecionado para o Festival de Cannes

'Seis Meses no Prédio Rosa e Azul', de Bruno Santamaría Razo, integra seleção competitiva e destaca participação brasileira na produção e no elenco

Amanda Martins
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O longa-metragem “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, uma coprodução entre México, Brasil e Dinamarca, foi selecionado para a 79ª edição do Festival de Cannes. Dirigido pelo cineasta mexicano Bruno Santamaría Razo, o filme é o único representante latino-americano na competição da Semana da Crítica, que destaca novos talentos. A trilha sonora do músico paraense Léo Chermont.

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Segundo ele, este é o segundo trabalho realizado em parceria com a produtora brasileira Desvia. “Eu trabalhei com eles em ‘O Último Azul’, fazendo quatro músicas. Para esse longa selecionado, compus sete faixas originais para a obra”, afirmou Léo Chermont. 

O paraense destacou que o processo de criação partiu de uma troca direta com o diretor, que já tinha referências sonoras definidas. De acordo com Léo, a construção da trilha envolveu tanto a interpretação dessas ideias quanto a contribuição criativa própria. 

“Ele [Bruno] já tinha uma ideia do que queria, e eu traduzi isso em som. Ao mesmo tempo, também dei sugestões, especialmente em faixas em que ele buscava algo mais dançante”, explicou.

image “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, 2026, 103min (Divulgação)

Chermont também ressaltou que o trabalho foi construído de forma colaborativa, com ajustes ao longo do processo. “Quando a gente fala de cinema, a gente fala de trocas. O diretor tem algo muito claro, e eu chego com novas ideias. A gente vai entendendo como somar juntos”, disse.

Sobre a estética sonora do filme, o músico afirmou que buscou referências que dialogassem com o período retratado na narrativa. Segundo ele, a proposta foi evitar timbres contemporâneos e apostar em sonoridades que remetessem a décadas anteriores.

“O filme tem um clima mais antigo, e isso foi levado para a trilha. A gente pensou em usar timbres menos atuais, escolhendo, por exemplo, guitarras e baterias com sonoridade mais próxima dos anos 1990”, detalhou.

Ainda de acordo com o artista, esse cuidado com a ambientação sonora também dialoga com a escolha estética da produção, que foi filmada em película. 

Léo Chermont também comentou sobre a experiência de ver seu trabalho alcançar novos espaços. Para ele, o foco permanece no processo criativo, mas reconhece a ampliação do alcance de suas produções.

“Eu gosto do trabalho em si, da parte criativa. Mas é muito importante ver que isso vem abrindo portas, não só no Pará ou no Brasil, mas também fora do país”, afirmou.

O músico destacou ainda a relevância da presença internacional do projeto. “É o segundo filme que começa a ganhar um caminho fora do Brasil. É muito significativo ver isso acontecendo e poder participar desse processo”, completou.

Esta seleção marca a terceira participação consecutiva da produtora brasileira Desvia em grandes festivais internacionais. Entre os trabalhos recentes da produtora, destacam-se “O Último Azul”, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2025, e “Nosso Segredo”, exibido na edição de 2026 do mesmo evento.

Enredo e contexto do Filme

Inspirado em memórias do diretor, o filme se passa na Cidade do México, no início dos anos 1990. A trama acompanha a descoberta afetiva de um menino de 11 anos por seu melhor amigo, em meio ao impacto do diagnóstico de HIV de seu pai. Trinta anos depois, o protagonista revisita essas lembranças através do cinema.

Rodado em película 16mm, “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” combina elementos autobiográficos e ficcionais.

Relevância e coprodução

Além de seu ineditismo temático, a obra ganha relevância por sua representatividade. É o terceiro filme mexicano selecionado na história da seção.

A coprodução reúne as empresas Ojo de Vaca (México), Desvia (Brasil) e Snowglobe (Dinamarca). Pelo lado brasileiro, a produção conta com Rachel Daisy Ellis e Camille Reis. Uma parte significativa da pós-produção foi realizada no Brasil, com a participação de profissionais como Marília Moraes, Eduardo Serrano e Miriam Biderman.

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