Felinos conquistam espaço na literatura, cinema e televisão

Neste domingo (17), Dia Mundial do Gato celebra pets que são protagonistas na vida real e na ficção

João Paulo Jussara*/Redação Integrada

Macios, ágeis e belos, os felinos não mudaram muito desde seus primórdios de domesticação e nem tiveram grandes mudanças genéticas de seus antepassados de 12 mil anos atrás. Estão entre os animais domésticos mais populares em todo o mundo. São conhecidos por terem sete vidas, e assim, nada mais justo que o felino tenha dois dias de comemoração no ano: hoje, dia 17 de fevereiro, batizado como o Dia Mundial do Gato, em decisão de uma organização italiana de defesa dos animais. E a outra, no Dia Internacional do Gato, instituído em 2002 pela International Fund For Animal Welfare.

Além de fazerem parte da nossa vida, muitas vezes como membros da família, os gatos também conquistaram espaço na literatura, no cinema, e na televisão. Onde quer que estejam, é certo que roubam a cena e ganham cada vez mais admiradores.

É impossível falar de gatos na cultura pop sem começar pelo carismático e preguiçoso Garfield, um dos felinos mais famosos da arte. Criado pelo cartunista americano Jim Davis, o personagem apareceu pela primeira vez em 1978, publicado em cerca de 40 jornais. A história de Garfield satiriza os donos de animais domésticos, retratando o felino como o verdadeiro dono da casa. Com uma personalidade forte, o bichano é lembrado principalmente pelo seu mau-humor (especialmente às segundas-feiras), e a sua enorme gula e vontade de comer lasanha o tempo inteiro. O personagem fez tanto sucesso que a partir de 1982 estrelou vários programas de televisão, além de uma série animada, "Garfield e Seus Amigos", nos anos 90. Em 2004, Garfield finalmente estreou no cinema, com o filme homônimo, sucesso de bilheteria.

Na sétima arte, a primeira aparição de um gato foi em 1901, no curta-metragem britânico "The Sick Kitten" ou "O Gatinho Doente". Dirigido por George Albert Smith, o filme conta a história de um gato enfermo que é tratado por duas crianças. Já em 1940, outro mascote ficou famoso nas telinhas. Trata-se do gato Fígaro, mascote de Gepeto, do filme Pinóquio. O boneco mentiroso de madeira vive muitas aventuras, sempre acompanhado do fiel companheiro. O pequeno Fígaro conquistou o gosto da criançada, e acabou aparecendo em várias outras animações da Disney, ganhando inclusive títulos próprios, como "Fígaro e Frankie", de 1943, e "Fígaro e Sylvester", em 1952.

Foi também em 1940 que o mundo conheceu um dos gatos mais atrapalhados da história da televisão. Trata-se do cinzento Tom, dos curtas "Tom & Jerry", produzidos entre 1940 e 1967, e mais tarde retomado como uma série de desenhos animados. Na trama, Tom é um gato muito pouco esperto, que tenta capturar o habilidoso e ágil camundongo Jerry, quase sempre sem sucesso. Hoje em dia, a série passou a ser produzida pela Warner Bros e continua ganhando episódios inéditos. Mas engana-se quem pensa que apenas gatos animados fizeram sucesso nas telonas. Quem não lembra do estiloso gatinho de Vito Corleone, protagonista de "O Poderoso Chefão"? E do Bichento, animal de estimação da personagem Hermione, da franquia Harry Potter? Esses e vários outros personagens felinos têm a natural habilidade de chamar atenção do público sempre que atuam.

Das telas para as páginas, há tempos os bichanos servem de inspiração para diversos autores, muitas vezes ocupando papéis importantes na literatura mundial. Um dos gatos mais peculiares e enigmáticos da literatura, sem dúvidas, é o Gato de Cheshire, o famoso Gato Risonho de Alice no País das Maravilhas. A obra, de Lewis Carrol, foi publicada em 1865, e é marcada pela presença do personagem, que se caracteriza pelo seu enorme sorriso e sua habilidade mística de aparecer e desaparecer, além de propor reflexões filosóficas à Alice, o que acabou o eternizando na cultura popular, aparecendo mais tarde em vários filmes e desenhos animados.

NO CONTO DE FADAS

Outro felino que marcou a história da arte foi o Gato de Botas, do conto de fadas do escritor francês Charles Perrault, publicado em 1697. A obra conta a história de uma criança que recebe como herança do pai um gato de estimação. Ao ser presenteado com um par de botas, o astuto felino consegue convencer um rei a conceder a mão de sua filha em casamento ao seu dono. O personagem é tão influente que ressurgiu em muitas obras posteriores, sejam literárias ou cinematográficas.

A forte presença dos gatos em todas as formas de arte infelizmente contrasta com o preconceito que os felinos ainda sofrem até hoje, resquício da época da inquisição, quando eram associados a bruxas e hereges, sendo perseguidos, torturados, queimados e massacrados pela Igreja Católica. Por isso a data de hoje é uma iniciativa tão importante, pois é necessário que se desmistifique a ideia de que os gatos são animais agourentos e incapazes de amar o ser humano, quando na verdade são criaturas extremamente carinhosas e afetuosas, que muitas vezes só precisam de atenção. Não à toa, nossos amados companheiros de quatro patas continuam servindo de inspiração para tantas obras importantes.

*Sob revisão de Clara Costa

Cultura
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