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Exposição traz a Belém a cultura amazônica sob olhares ancestrais e contemporâneos

‘Exposição dos Povos da Floresta’ pode ser conferida pelo público de terça a domingo, das 9h às 17h, no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS - Palacete Faciola)

Eduardo Rocha
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A arte indígena e amazônica como um todo firma-se cada vez mais como um fonte de conhecimentos tanto para quem a produz como para quem a contempla. Isso poderá ser verificado pelo público interessado em descobrir novos horizontes nas artes plásticas a partir desta quarta-feira (11), das 9h às 17h, na ‘Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi”, no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS - Palacete Faciola), em Belém. 

Essa mostra poderá ser visitada até 29 de março, de terça a domingo, com entrada gratuita, e integra a programação do Festival dos Povos da Floresta e propõe um encontro sensível entre artes visuais, audiovisual, cultura e saberes ancestrais da Amazônia. A exposição tem a curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim, e curadoria da Ocupação Artística Contemporânea do Pará assinada por Nice Tupinambá, e reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Dessa forma, são conectados diferentes territórios amazônicos por meio de narrativas que dialogam entre o tradicional e o contemporâneo, a memória e a reinvenção.

Na exposição, o público confere um recorte das etapas anteriores do festival realizadas em Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), somadas à Ocupação Artística Contemporânea em Belém, o que fortalece o protagonismo de artistas locais e amplia o diálogo entre as diversas expressões culturais da floresta. As obras revelam uma Amazônia plural, viva e em constante transformação, convidando o público à reflexão sobre pertencimento, identidade e patrimônio cultural.

O Festival dos Povos da Floresta, idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, apresentado pela Petrobras e realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, é um projeto de multilinguagens itinerante que celebra a arte como instrumento de resistência, sustentabilidade e valorização dos saberes tradicionais. As atividades são voltadas a comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, estudantes, educadores, pesquisadores e à sociedade em geral.

 Como explica Isabela Bastos, que atua também na curadoria da exposição, “a mostra traz a Amazônia sob olhares de gerações de artistas, como indígenas,  ribeirinhos, quilombolas, caboclos e urbanos em pinturas, desenhos, esculturas, audiovisual (mostra de curtas), realidade virtual e exposição fotográfica”. O bioma amazônico é exposto a partir de olhares tradicionais e contemporâneos, como, por exemplo, em uma pintura do artista Bartô, de Roraima, em que se contempla, entre outros elementos regionais, uma rede suspensa no ar. Como a mostrar que a identidade amazônia perpetua-se como uma referência para quem produz e contempla a arte em sua capacidade de provocar reflexões em todos.

Serviço:

‘Exposição dos Povos da Floresta – Ocupação Artística Contemporânea Mairi’

Período de visitação: 11 de fevereiro a 29 de março de 2026

Horário: 9h às 17h

Dias: De terça a domingo

Local: MIS – Museu da Imagem e do Som do Pará (Palacete Faciola), Belém (PA)

Entrada: Gratuita

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