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Exposição ‘Trans Amazônica’ de Rafa Moreira celebra 10 anos de carreira da artista

Mostra individual da artista plástica paraense reúne cinco séries e abre ao público na Fundação Cultural do Pará

O Liberal
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A exposição individual "Trans Amazônica", da artista plástica paraense Rafa Moreira, será inaugurada na próxima quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h. A mostra, que celebra os 10 anos de carreira da artista, estará aberta à visitação pública na Galeria Benedito Nunes, da Fundação Cultural do Pará (FCP), até 27 de março, com entrada franca.

Com 29 anos, Rafaela Moreira é uma artista trans feminina que utiliza pincéis e tinta para narrar a própria história e a de outras mulheres transgênero. Cada tela convida à reflexão sobre as dores e delícias do segmento social que representa.

As obras abordam temas como tesões, esperança e autoamor, mas também exploram frustrações, incompreensão e o enfrentamento do ódio. A artista destaca a coragem de se assumir e de resistir em um contexto muitas vezes violento e cruel.

Trajetória da artista e reconhecimento

Conhecida por suas obras como Rafael Matheus Moreira, a artista acumula quatro premiações em salões paraenses. Destacam-se três no Pequenos Passos, do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU), e um no Arte Pará, obtendo o primeiro lugar em ambos.

Formada em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com especialização e mestrado na área, Rafaela Moreira já expôs no Rio de Janeiro, Inglaterra, Colômbia e Argentina.

Ela também participou de uma mostra no Museu de Arte de São Paulo (MASP), considerado o maior do país, onde uma de suas obras integra o acervo permanente da instituição.

Em maio de 2025, Rafa Moreira estreou sua primeira exposição individual em Belém, intitulada "Como pintar uma travesti?". Na atual mostra, "Trans Amazônica", são reunidas 37 obras, sob a curadoria do Doutor Eduardo Bruno e do Mestre Waldiro Castro.

A exposição "Trans Amazônica" foi contemplada pelo Prêmio Branco de Melo 2025, da FCP.

A cidade que habita e o percurso transamazônico

A artista descreve a exposição como um reflexo de seus "percursos" e da relação com o lugar onde vive: "Essa exposição é sobre percursos, sobre o lugar que habito e o lugar que me habita. Essas obras só foram possíveis porque a cidade de Belém, em seus rostos, azulejos, pichações, narrativas e rios construíram quem eu sou. Essa paisagem me afetou, e, a partir disso, a cidade criou uma poética travesti comigo", detalha Rafaela Moreira.

A mostra é composta por cinco séries de produção criativa. Em "Registros Gerais", a artista apresenta a pintura realista de rostos de mulheres trans, incluindo autorretratos, em formato de foto 3x4, para explorar a identidade.

A série "Encantarias idílicas" exibe um espaço onírico de liberdade, desenvolvida em parceria com o artista Allyster Fagundes. Já em "Quebras", questiona-se a possibilidade de uma vida sem marginalização para as mulheres trans.

Em "O Nascimento das Tupiniquins", a obra aborda a transição de gênero e as expectativas sociais sobre os corpos femininos. Por fim, a série "Trans Amazônica", que dá nome à exposição, reflete sobre o percurso de um coletivo que busca defender, justificar e convencer sobre sua própria existência. "Eu falo sobre quem somos, o momento da nossa história e as vidas que estão aqui", afirma a artista.

Agende-se: Exposição “Trans Amazônica”

  • Exposição: “Trans Amazônica”, de Rafa Moreira
  • Vernissage: Quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h
  • Período de Visitação: De 13 de fevereiro a 27 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
  • Local: Galeria Benedito Nunes, da Fundação Cultural do Pará (FCP), no Centur (Av. Gentil Bittencourt, 650, bairro de Nazaré)
  • Entrada: Franca
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