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Exposição em Belém reúne artistas de diferentes épocas em recorte da arte contemporânea

Mostra está aberta ao público a partir desta sexta-feira (10)

Amanda Martins
fonte

Como se fosse um mergulho no tempo, a exposição Trajetórias - Arte Contemporânea Paraense”, que inaugura nesta quinta-feira (9), em Belém, convida o público a percorrer mais de 50 anos de produção artística no estado, reunindo nomes de diferentes gerações. Com visitação gratuita, a mostra segue em cartaz até o dia 14 de junho no Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado no bairro da Campina, podendo ser visitada de terça a sexta-feira, de 10h às 16h, e aos sábados, domingos e feriados, de 10h às 14h. O acesso estará liberado a partir desta sexta-feira (10)

A exposição apresenta um acervo inédito que reúne mais de 130 artistas - paraenses ou com forte vínculo com o Pará - a partir de obras da coleção do colecionador Eduardo Vasconcelos. Sob curadoria de Vânia Leal, a mostra percorre, segundo a organização, um arco temporal que vai de 1959 até 2026, mostrando aos visitantes a diversidade de linguagens, gerações e contextos que constituem a arte contemporânea na região.

Grande acervo à disposição 

Entre os artistas presentes estão nomes como Guy Veloso, Walda Marques, Dias Junior, Jorge Eiró, Paula Sampaio, Emmanuel Nassar, Petchó Silveira e Duda Santana, entre outros.

Diferente de uma linha do tempo tradicional, a mostra foi concebida por Vânia como um “campo de entrecruzamentos”, no qual pintura, fotografia, objeto, instalação e performance se conectam. 

image Jorge Eiró, 2004 - Coleção Eduardo Vasconcelos (Ana Dias)

Curadoria e construção do percurso

Segundo a curadora, a exposição está organizada em três eixos — Raízes (1959–1979), Rupturas (1980–1999) e Confluências (2000–2026) —, propondo um trajeto que atravessa diferentes momentos da produção artística no Pará. 

“Pensar que a arte não é linear e nem etapista e nessa construção seguimos em aliar diálogos sem hierarquia para que tivéssemos artistas e linguagens em uma comunhão fluida. E nessa confluência termos artistas que marcam um grafo importante em fases e contextos diversos”, afirma Vânia Leal. 

Ela explica que o trabalho curatorial buscou organizar as linguagens no espaço expositivo sem estabelecer uma leitura única. “Na verdade,  não é uma tradução, mas, uma mediação importante na organização de linguagens no espaço expositivo. O partido curatorial que se constituiu do núcleo trajetórias, desenha os eixos para tornar a leitura das obras com qualidade no percurso, no caminhar entre as obras”, diz a curadora.

Vaânia também destaca o caráter atemporal da mostra. “Ela [a mostra] risca uma história e memória fortalecida por artistas importantes na história da arte contemporânea paraense. ‘Trajetória’ é um atravessamento do tempo, um encontro entre vozes que moldaram e que ainda reinventam a arte contemporânea no Pará”, acrescenta.

Para ela, ao reunir cerca 50 anos de criação, a exposição ‘costura gestos, memórias e experimentações de artistas geracionais e emergentes’. “Entre permanências e rupturas, as obras ecoam histórias, territórios e afetos, revelando a arte como fluxo contínuo, sempre em movimento, sempre por vir”, afirma.

O colecionador Eduardo Vasconcelos explica que a formação do acervo ocorreu de maneira espontânea, a partir da aquisição de obras ao longo do tempo.

image Duda Santana, 2018 - Colecao Eduardo Vasconcelos (Ana Dias)

“A partir da primeira exposição somente com obras da coleção, realizada em 2021, além do empréstimo de obras para outras exposições, participação em debates e pesquisas sobre o colecionismo de arte no Brasil, ficou mais nítida essa compreensão da dimensão que ela foi assumindo ao longo do tempo”, relata.

Ele também aponta a relevância da produção artística paraense no cenário nacional, destacando que, apesar de momentos de menor visibilidade, a qualidade das obras se manteve. 

“É extremamente importante que coleções privadas sejam vistas em espaços públicos. O colecionador é um dos elos dessa cadeia, assim, ao abrir para a sociedade parte de seu acervo, com ações educativas, com acessibilidade e gratuidade, laços são estreitados com o público visitante. Além disso, o apoio por mecanismos de incentivo permite a viabilização da infraestrutura necessária”, diz. 

Programação educativa

Além da visitação, o público poderá participar de uma programação educativa que inclui oficinas, rodas de conversa e atividades voltadas à conscientização ambiental. A agenda também prevê o lançamento de um livro que cataloga o acervo apresentado na exposição.

Para acessar a programação, os interessados podem acessar os Instagrams @bancoamazoniacultural (Centro Cultural Banco da Amazônia) e @colecaoeduardovasconcelos (Coleção Eduardo Vasconcelos).

A exposição é uma realização do Governo do Brasil e do Banco da Amazônia, com patrocínio do Banco da Amazônia, e foi uma das mostras vencedoras do primeiro Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026–2027.

Serviço:

Exposição ‘Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense’

  • Local: Centro Cultural Banco da Amazônia - Av. Pres Vargas, 800;
  • Inauguração: 9 de abril;
  • Período de visitação: 10 de abril a 14 de junho de 2026;
  • Entrada gratuita;
  • Horários: ter a sex 10h às 16h; sáb, dom e fer 10h às 14h.

 

 

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