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Exposição apresenta viagem pela vida e obra de Max Martins, no Museu da UFPA, até o dia 8

Mostra apresenta conta com o acervo do poeta, fotografias, vídeos e objetos pessoais para celebrar coleção que revisita sua poesia

Lucas Costa / O Liberal

Em dezembro do ano passado, escritos de Max Martins nunca publicados ganharam o mundo em uma edição de luxo, finalizando a série de reedições de sua poesia completa pela ed.ufpa. “Say it (over and over again)”, título do novo livro, dá nome também a uma exposição que celebra o lançamento, e mostra ao público um recorte do universo do escritor paraense, no Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

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Livro com escritos inéditos de Max Martins é lançado nesta sexta-feira pela Editora da UFPA 'Say it (over and over again)' completa a coleção que reedita a poesia completa do autor paraense, com um total de 11 títulos

A mostra é composta por uma série de fotografias, uma linha do tempo sobre a vida do autor, além de objetos pessoais de Max e a coleção completa de livros lançada pela UFPA. “Say it (over and over again)” tem visitação gratuita e fica aberta até 8 de janeiro, das 10h às 16h.

Exposição Max Martins (Divulgação / Acervo UFPA)

O reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, celebra o lançamento da coleção de livros, assim como a montagem da exposição. “Para a Universidade Federal do Pará é uma grande honra publicar, por meio da ed.ufpa, a poesia completa de Max Martins. Para o lançamento do último volume, a equipe da Editora da UFPA organizou uma ambientação especial, com informações e fotografias reunidas ao longo do trabalho de edição da obra do poeta. Parte desse material compõe o acervo de Max Martins sob a guarda do Museu da UFPA”, destaca o reitor.

A ambientação que caracteriza a exposição foi organizada pela Editora da UFPA, para apresentar a vida pessoal e a obra de Max Martins na ocasião do lançamento do livro que encerra os trabalhos de reedição da poesia completa do poeta.

Logo na primeira sala da exposição, os visitantes podem conferir peças do acervo pessoal do autor, adquirido pela UFPA, em 2010, que se encontra conservado no MUFPA. Estão em exposição a cadeira de trabalho do poeta, sua máquina de escrever, um baú e a placa “Porto Max”, que adornava a entrada de sua lendária cabana, na praia do Marahu, na ilha de Mosqueiro. Ainda há um display com a imagem de Max sentado em sua cadeira de trabalho, que foi parte do cenário do estande da ed.ufpa que homenageou o poeta na Feira Pan-Amazônica do Livro, em 2013.

Linha do tempo de Max Martins (Divulgação / Acervo UFPA)

No mesmo ambiente, também é possível acompanhar um painel com uma linha do tempo que registra os principais acontecimentos da vida pessoal e da trajetória poética de Max Martins, do nascimento, em Belém, em 20 de junho de 1926, até seu falecimento, em 9 de fevereiro de 2009.

O público ainda pode visualizar cenas da vida do poeta por meio de fotografias. Em um dos registros, de autor desconhecido, são fotografados Max Martins, Maria Sylvia Nunes, Dina Oliveira, Lilia Chaves, Francisco Paulo Mendes, Benedito Nunes e Ruy Meira, na Casa da Linguagem, em Belém. Em outra fotografia de Octavio Cardoso aparecem o autor da foto, Max Martins, Age de Carvalho, Aracelia Hiraoka e Luciano Chaves, na lendária cabana batizada de “Porto Max”, construída pelo poeta em Mosqueiro, ao lado da casa dos amigos Maria Sylvia Nunes e Benedito Nunes.

Outra foto, histórica, mostra Max Martins, acompanhado de outros intelectuais, como o artista plástico Emmanuel Nassar, nas escadarias do Theatro da Paz. De autoria de Alexandre Gusman, a foto foi feita em 1983, durante o lançamento de “Caminho de Marahu”, livro de Max Martins. Outras imagens mostram o poeta com os amigos Age de Carvalho e Edison Ferreira, este a quem Max dedica o livro “Say it (over and over again)”.

A cabana foi um sonho que Max conseguiu realizar e um lugar para a poesia. Apesar de passar apenas temporadas de no máximo duas semanas na cabana, ela foi um lugar de recolhimento e solidão voluntária, propício à poesia e à reflexão, onde eventualmente também recebia amigos.

Ainda como parte da exposição, está a exibição contínua de três vídeos em uma sala de projeção. O primeiro deles é uma produção da Academia Amazônia da UFPA, que utilizou áudio com a voz de Max Martins, do acervo da Fundação Curro Velho, mesclando-o com fotos do poeta e trechos de seus poemas.

Coleção de poesia de Max Martins revisitada (Divulgação / Acervo UFPA)

O segundo vídeo, chamado “Variações da rede”, foi dirigido por James Bogan em 1989, com direção de fotografia de Diógenes Leal. Trata-se de uma versão em português do original “The Hammock Variations”. O filme, premiado no exterior e no Brasil, tem como personagem principal o poeta Max Martins e foi traduzido por Walkyria Magno e Silva, professora da UFPA.

Já o terceiro vídeo, “O Tao Caminho”, é um curta-metragem produzido em 2005 por Danielle Fonseca como resultado de uma bolsa de pesquisa e experimentação artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Inspirado pelo livro “Caminho de Marahu” (1984), do poeta Max Martins, o videoarte foi premiado pelo IAP.

Em uma das salas da exposição podem ser folheados pelos visitantes os onze volumes da Coleção Max Martins publicada pela ed.ufpa, incluindo o título que dá nome à mostra, lançado no dia 17 de dezembro. A coleção tem organização e projeto gráfico de Age de Carvalho. O novo volume e a coleção completa podem ser adquiridos diretamente na Livraria da UFPA, localizada na cidade universitária, em Belém, ou, em breve pelo site vendasonline.editora.ufpa.br.

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