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Evento comemora neste domingo, 10, oito anos do Carimbó como Patrimônio Imaterial do Brasil

A conquista representou reconhecimento nacional para a manifestação popular

O Liberal

A campanha Carimbó do Meu Brasil, responsável pelo reconhecimento do carimbó como patrimônio imaterial brasileiro, completa oito anos neste domingo, 11 de setembro. Para comemorar a data, o grupo Carimbó Sancari, que é parte do Movimento da Campanha do Carimbó, promove neste domingo, 11, um evento com artistas convidados a partir das 19h, no Espaço Cultural Apoena.

“É nossa comemoração pública e coletiva desse momento do registro oficial do Carimbó Paraense como patrimônio cultural imaterial do Brasil, uma ação estabelecida por nossas comunidades para compor as estratégias de salvaguarda desse bem cultural”, afirma o Mestre Lucas Bragança, membro do Carimbó Sancari e um dos organizadores do evento. Segundo ele, estarão presentes, além do Sancari, os artistas Mestre Aquino, do grupo Som de Pau Oco; Alan Chaves, do Carimbó Pica-pau; Mestre Luiz Gonzaga, do Carimbó Águas Lindas; dentre outros.

Para Mestre Lucas, após dois anos desde o início da pandemia, a cena do carimbó está mais diversificada, com muitos grupos de jovens e o retorno de grupos de mestres. “Do ponto de vista das políticas públicas, vivemos um momento complicado, principalmente por causa do fim do Ministério da Cultura, que era a instituição que cumpria o papel de salvaguardar o carimbó. Mas, por outro lado, desde que conquistamos o título de patrimônio imaterial, muitos grupo antigos voltaram a se apresentar e muitos jovens estão montando seus grupos. É um bom momento, mas pode ser melhor”, avalia.

O Grupo Sancari nasceu de uma brincadeira na passagem Álvaro Adolfo, no bairro da Pedreira, em 6 de dezembro de 1996. “Escolhemos a cor laranja para predominar em nosso grupo (instrumentos e roupas) porque na época de nossa formação nenhum grupo usava, e também porque a mistura do barro que é amarelo com o fruto do urucum que é vermelho quando misturados fica laranja, cor essa usada pelos índios Arariúna no Marajó, que pintavam seus artesanatos e a pele de seus corpos”, informa o grupo, em texto de apresentação no site oficial do conjunto.

Em nome do Carimbó

O pedido de inscrição do carimbó no Livro de Registro das Formas de Expressão foi feito por diferentes grupos, e entre 2008 e 2013 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) conduziu o processo e acompanhou as pesquisas para identificação do carimbó em diversas regiões do Pará. Mas o reconhecimento ocorreu apenas em 2014.

No ano da titulação, a presidenta do Iphan, Jurema Machado, explicou que o registro do carimbó como patrimônio cultural do Brasil veio para ampliar a visibilidade pública sobre este bem imaterial. “Significa o reconhecimento de uma tradição e prática cultural", segundo ela, e "o Estado, junto com os detentores desta prática, é agora um parceiro na manutenção, na salvaguarda e na vitalidade deste bem”, afirmou, na ocasião.

Cultura
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