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Dia do Sexo: Veja sete mitos e verdades sobre o sexo LGBTQIA+ e desmistifique a prática

Entenda a importância de falar sobre hipocrisia, preconceitos e segurança sexual

O Liberal

Atualmente, falar sobre sexo é algo relativamente comum. No entanto, quando se trata de sexo LGBTQIA+, tabus impostos pela sociedade fazem travar esse tipo de discussão, por isso, a importância de desmistificar e tratar mais intimamente desse assunto vai muito além de combater os preconceitos, também está altamente relacionada às questões de segurança sexual. Por isso, saber quais os mitos e verdades que envolvem a prática se torna algo tão necessário nos dias atuais.

Várias questões polêmicas podem ser levantadas nessa discussão. Para Gleyson Oliveira, Secretário Regional Norte 1 da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais do Brasil (ABGLT), e Presidente da ONG Olivia (Organização da Livre Identidade e Orientação Sexual), o primeiro ponto que deve ser derrubado é a hipocrisia.

“Sexo LGBTQIA+ entre dois homens? Duas mulheres? ECA! que nojo e por aí vai. Mas sabemos, por exemplo, o quanto tem de hipocrisia por trás dessas respostas. Um homem tem fetiche de transar com duas mulheres, inclusive, que elas façam exatamente o que ele ‘abomina’. Sabemos que quando se trata de sexo, sempre vão querer abominar os LGBTQIA+. Mas também não ligamos pra isso, afinal, ninguém pede autorização a quem quer que seja para transar”, disse.

Para ele, o que realmente deveria ser tratado é a proteção e a segurança no sexo, seja entre pessoas da comunidade LGBTQIA+, seja entre heterossexuais. Esse cuidado deve existir, pois o HIV/Aids e outras ISTs não são exclusivas do público LGBTQIA+ e atingem grande número de casais héteros.

“O índice de pessoas heterossexuais infectadas pelo HIV é altíssimo. Só que diferente dos LGBTIA+, eles não sabem conviver com isso. Hoje em dia, ninguém morre mais de HIV/Aids, morrem pelo preconceito e pela falta de informações, pois a vida continua pós-infecção. Ainda somos o exemplo mundial de tratamento para HIV/Aids, inclusive de casais soropositivos diferentes (quando um tem o vírus do HIV e outro não) que convivem perfeitamente”, afirma Gleyson.  

Gleyson Oliveira - Presidente da ONG Olivia (Reprodução: Arquivo Pessoal)

Confira alguns "Mitos e Verdades" sobre a proteção no momento do sexo LGBTQIA+


VERDADE que no relacionamento entre dois homens ou entre duas mulheres não existe definição de sexo feminino ou masculino. Nos dois casos, o casal se ama e sente prazer igualmente, independente da identidade de gênero.

MITO que DST é o mesmo que IST: as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) estão sendo denominadas IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) pois uma pessoa pode estar infectada, mas não estar doente.

- É VERDADE que sexo entre mulheres pode transmitir IST, pois no ato acontecem trocas de secreções, contato sexual e, as vezes, contato com sangue. 

- É MITO que objetos sexuais não transmitem DSTs ou ISTs. Ao utilizar acessórios eróticos, o casal deve fazer o uso de camisinha e sempre trocá-la ao alternar entre os parceiros. Também é importante higienizá-los antes e depois da utilização para evitar contaminações.

- É VERDADE que casais LGBTQIA+ devem ir ao médico com frequência. É sempre importante que sejam feitos exames, anualmente, para garantir que a saúde sexual seja mantida, principalmente após exposição a situações de risco.

- É MITO que em consultas médicas não se deve falar quais práticas sexuais são feitas. É importantíssimo que o profissional de saúde saiba sobre os atos feitos no momento do sexo para poder recomendar (ou não) exames e realizar atendimentos mais especializados.

- É VERDADE que no sexo lésbico, ou em que haja penetração com as mãos, é importante estar com as unhas higienizadas. Além de prevenir possíveis lesões, também evita o acúmulo de sujeiras e possíveis infecções.

Mais informações podem ser encontradas na cartilha “Velcro Seguro”.

Texto: Maiza Santos, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Heloá Canali

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