Dia do(a) Artista Plástico(a) ganha celebração no Banco da Amazônia, em Belém
Uma Leitura de Portfólio para artistas emergentes, como parte da exposição Trajetórias - Arte Contemporânea Paraense, reunindo trabalhos mais de 130 artistas paraenses nesse centro cultural da instituição
O Dia do(a) Artista Plástico(a) transcorrerá nesta sexta-feira (8) e para celebrar a arte desse(a) profissional autor(a) de obras visuais como pintura, esculturas, desenhos e instalações, manipulando materiais como tinta, argila, madeira e metal, a fim de expressar ideias e emoções, Belém recebe um evento que contribui de pronto com a formação de novos artistas e valoriza a produção amazônica. É a Leitura de Portfólio para artistas emergentes que o Centro Cultural Banco da Amazônia promoverá, como programação gratuita, nesta sexta-feira (8), às 10h, no 1º andar desse espaço cultural no centro da capital paraense. Esse evento será coordenado pela professora e curadora Vânia Leal e tem vagas limitadas.
A Leitura de Portfólio faz parte da exposição Trajetórias - Arte Contemporânea Paraense, que segue aberta no centro cultural até 14 de junho e reúne trabalhos de mais de 130 artistas paraenses. A mostra, com obras do colecionador Eduardo Vasconcelos, tem curadoria de Vânia Leal e congrega mais de 60 anos de história das artes visuais produzidas no Pará. A Leitura de Portfólio constitui-se, como pontua Vânia Leal, de uma oportunidade singular para artistas do estado, oferecendo um momento dedicado de escuta atenta, análise e orientação junto à curadoria.
Para Vânia, esse processo vai além de uma simples avaliação de trabalhos: é, antes de tudo, um espaço de reconhecimento e de abertura para novas possibilidades. Muitas vezes, o portfólio nasce em um contexto de solidão criativa, e a leitura propõe justamente o diálogo crítico e sensível, permitindo ao artista enxergar sua produção sob novas perspectivas.
Esse encontro também funciona como uma pausa necessária. "Há artistas que produzem de forma contínua e intensa, sem conseguir perceber as conexões e potências presentes em sua própria trajetória. Nesse sentido, o olhar externo de um(a) curador(a) — alguém com experiência no circuito artístico e familiaridade com editais e processos de seleção — contribui para organizar narrativas, identificar coerências e reconhecer níveis de maturidade poética", explica.
Esse momento, como diz a curadora, pode ser decisivo, pois abre caminhos não apenas no âmbito profissional, mas também para oportunidades como exposições, residências, editais e inserção em redes de circulação. A Leitura de Portfólio fortalece o que Vânia Leal chama de "ecossistema cultural vivo", estimulando a formação crítica, a troca de ideias, a construção de redes afetivas e a ampliação da visibilidade de artistas locais. "Além disso, ajuda na profissionalização, especialmente para aqueles que, embora produzam trabalhos potentes, enfrentam dificuldades na organização de seus portfólios e discursos", acrescenta.
Desse modo, a partir dessa troca informações e experiências, os artistas emergentes podem ter acesso a oportunidades mais amplas, como editais nacionais, por exemplo, os promovidos pela Funarte. Assim, a Leitura de Portfólio funciona como uma ponte entre a produção artística e sua circulação em níveis nacional e internacional, auxiliando artistas a compreender e acessar o circuito institucional da arte, como ressalta Vânia Leal. Encontros como esse costumam gerar desdobramentos futuros, como colaborações, exposições, projetos curatoriais, residências e publicações. "Para curadores, inclusive, é uma oportunidade de identificar artistas para trabalhos futuros. Assim, o impacto da atividade ultrapassa o momento do evento, reverberando ao longo do tempo e fortalecendo vínculos entre artistas, instituições e territórios”, pontua Vânia.
Os interessados em participar do evento podem se inscrever acessando o
o link disponível na Bio dos Instagrams @bancoamazoniacultural e @colecaoeduardovasconcelos. Os participantes receberão certificado.
Trajetórias
O colecionador Eduardo Vasconcelos, com um acervo de mais de 900 obras, destaca que a programação desta sexta-feira, dentro da exposição Trajetórias, é essencial para artistas iniciantes, por oferecer um olhar externo que ajuda a identificar forças e pontos a desenvolver no trabalho. "Esse diálogo amplia o repertório, fortalece a forma de comunicar ideias e impulsiona o amadurecimento artístico. Além disso, pode gerar oportunidades como exposições, residências e parcerias, tornando-se um momento decisivo na trajetória do artista", avalia.
A exposição Trajetórias segue em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia com entrada gratuita. A mostra é uma realização do Governo do Brasil e do Banco da Amazônia, com patrocínio do Banco da Amazônia, e foi vencedora do primeiro edital de ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia.
"A realização desse primeiro edital vem para reafirmar o compromisso do Banco da Amazônia como um impulsionador da cultura, para reconhecer e valorizar ações artísticas e culturais regionais, bem como a diversidade cultural, étnica, social e territorial da Amazônia", destaca Ruth Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia. A exposição percorre um arco temporal que vai de 1959 até 2026, evidenciando a diversidade de linguagens, gerações e contextos que constituem a arte contemporânea na região.
Além da programação desta sexta-feira, irão ocorrer diversas outras programações ao longo da exposição Trajetórias, incluindo ações educativas, visitas mediadas, rodas de conversa, oficinas e conteúdos digitais acessíveis, ampliando o alcance e a democratização do acesso à cultura. Ao longo do período expositivo haverá ainda o lançamento de um livro com a catalogação do acervo exposto, o qual será distribuído gratuitamente.
Serviço:
Centro Cultural Banco da Amazônia promove leitura de portfólio para artistas emergentes no Dia do(a) Artista Plástico(a), dentro da exposição Trajetórias
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia - Av. Pres Vargas, 800
Data: 8 de maio de 2026
Entrada: gratuita
Horário: 10h
Público: programação para artistas plásticos
Inscrições: no link localizado na Bio do Instagram
Informações sobre as programações: @bancoamazoniacultural (Instagram Centro Cultural Banco da Amazônia); @colecaoeduardovasconcelos (Instagram Coleção Eduardo Vasconcelos)
Sites: www.bancoamazonia.com.br/centrocultural e www.colecaoeduardovasconcelos.com.br.
Sugestões de entrevistas: Eduardo Vasconcelos (colecionador do Pará), Vânia Leal (curadora da exposição Trajetórias) e Ruth Helena Lima (gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia).
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