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Curta-metragem ‘Luz do Mundo’ destaca a trajetória e obra musical de Manoel Cordeiro

O curta será lançado nesta terça-feira, 10, às 18h, na Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos

Thainá Dias

De amigos a amigos, surgiu o encontro entre o músico e compositor paraense Manoel Cordeiro e o diretor San Marcelo. Do encontro, nasceu a ideia de fazer um filme sobre a trajetória do músico, um dos principais nomes do Estado do Pará. “Luz do Mundo” é o minidocumentário, promovido por recurso de emenda parlamentar do então deputado federal, Edmilson Rodrigues, atual Prefeito de Belém.

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O curta será lançado nesta terça-feira, 10, às 18h, na Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos, com apoio da Prefeitura de Belém, por meio da FUMBEL - Fundação Cultural de Belém. A entrada é gratuita, sujeita à lotação. A direção de fotografia, roteiro e direção são de Cícero Pedrosa Neto e San Marcelo, que também fez a montagem final do filme.

Filmado em Belém e em Ponta de Pedras, no Marajó, Luz do Mundo é um prólogo à biografia de Manoel Cordeiro, um dos músicos e compositores mais influentes e importantes do cenário da música paraense. Além de apresentar Manoel Cordeiro, o curta traz depoimentos de ícones da música nortista no cenário nacional, culminando com o momento de virada na vida e carreira de Manoel Cordeiro, quando após contrair o vírus COVID19, se deparou com a possibilidade de nunca mais tocar um instrumento musical, contudo uma luz brilhou no mundo novamente, e a partir de então busca fazer tudo o que um dia imaginou em vida. 

Para o diretor do documentário, San Marcelo, o primeiro desafio seria como contar a trajetória de um artista como Manoel Cordeiro em poucos minutos. “Fizemos vários encontros para entender o que Manoel queria contar”, explicou o diretor. San enfatizou ainda que trabalhar com o músico foi louco e prazeroso. “Trabalhar com Manoel é ter muitas ideias ao longo do processo e saber como ajustar e escolher um caminho diante de todo esse talento para chegar a um produto artístico que era o filme em curta-metragem”.

Segundo o diretor, o filme partiu da proposta original mas teve muitas transformações, reformulações por questões de prazo e agenda com aqueles que Manoel queria que estivesse no filme. “Pensamos que esse curta poderia se transformar em um prólogo de um longa-mentragem, projeto que se estabeleceu a partir desse encontro”, declarou. O diretor explicou ainda que o filme traz uma espécie de testemunhal da importância de Manoel na trajetória artística de Eloi Iglesias, Dona Onete, Pinduca, Felipe Cordeiro e Nayara Guedes. “Todos se misturam com a vida pessoal do artista. O filme então paira nesses depoimentos, músicas e reflexões do próprio artista, da valorização da sua arte, vida e lugar de origem”, completou.

Emoção

Manoel Cordeiro adiantou que o público pode esperar por um minidocumentário bem emotivo. “Conto com depoimentos do meu filho Felipe Cordeiro e de grandes amigos importantes na minha carreira. Então a gente tentou mostrar essa relação entre os artistas da Amazônia e o quanto a nossa música é essencial”, explicou.

O músico falou ainda que concluir um trabalho como esse não é fácil, mas é gratificante. “Esse projeto é um pontapé inicial para um filme grande que eu quero fazer e contar a história da Amazônia, desde os tempos em que eu comecei a perceber a potência da música regional”, adiantou. Manoel celebra que o final ficou incrível, “conseguimos pontuar os elos dentro dos nossos ritmos musicais”, destacou o músico.

Para o compositor, o cinema coloca visões na mente das pessoas através da arte, “é uma comunicação direta. Adorei essa experiência porque podemos mostrar a nossa verdade, o nosso trabalho de uma forma única”, concluiu o artista paraense.

Manoel Cordeiro nasceu em Ponta de Pedras, no Marajó, em 1955. É multi-instrumentista, compositor e arranjador, sendo considerado um dos ícones da música amazônida, com uma obra que reúne ritmos da cultura regional tendo como instrumento principal, a guitarra. Autodidata, filho de mãe marajoara e cavaquinista , ele cedo se encantou pela música e aos 12 já ingressou em bandas de baile, na primeira metade dos anos 1970.

Já colaborou em mais de 1.000 discos como músico participante, arranjador ou produtor. E é também reconhecido como um produtor com vasta experiência em sons latinos como zouk, merengue e cumbia. Além da mãe, cavaquinhista, seu avô era maestro no Ceará. É considerado uma das lendas vivas da música brasileira e um fiel escudeiro da sonoridade regional amazônica.

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