Coluna do Estadão: Expectativa de pesquisa deixa em alerta pré-campanha de Flávio Bolsonaro
O clima de euforia que tomou conta da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos primeiros meses do ano arrefeceu neste início de maio. O motivo é a expectativa pela nova rodada de pesquisas nacionais. Trackings encomendados por segmentos econômicos - monitoramentos de intenção de voto feitos para consumo interno, sem divulgação - apontam uma estagnação do filho zero um de Jair Bolsonaro, e interlocutores do presidenciável já foram informados desse cenário. Após uma ascensão fulgurante de Flávio nos levantamentos, que culminou em empate técnico com o presidente Lula, incluindo um momento de liderança numérica, os dados mais recentes apontam que o petista voltou a oscilar positivamente, ainda que de forma tímida, em um ponto porcentual.
FOTO. Além da ansiedade em torno dos números, parte dos bolsonaristas admite que o atual equilíbrio nas pesquisas ainda não reflete o impacto das medidas eleitoreiras anunciadas pelo governo Lula, como o Desenrola 2 e o avanço da PEC que acaba com a escala trabalhista de 6x1.
ATENÇÃO. Aliados de Flávio admitem apreensão com os novos números. Institutos como o Datafolha estão em campo esta semana para aferir o sentimento do eleitorado brasileiro. Reservadamente, defendem que a campanha "saia da bolha" ideológica e apresente propostas concretas para emprego e renda, sob o risco de serem atropelados pela agenda social do governo Lula.
ADVERSÁRIO. No início do ano, Flávio consolidou-se como o presidenciável da direita. Em abril, o senador chegou a ultrapassar Lula numericamente nas sondagens, quando marcou 42% contra 40% do petista.
PERDEU. Em 200 dias, nenhum partido político pediu para inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todas as siglas foram informadas pela Corte sobre a oportunidade de fiscalização em outubro passado, quando o código-fonte foi aberto.
CONFERE. A inspeção pode ser feita até poucos dias antes do pleito, quando o sistema é lacrado. O código-fonte reúne a programação eletrônica que detalha o funcionamento das urnas e fica aberto para inspeção um ano antes de cada eleição, seja geral ou municipal.
AMEAÇA. O TSE passou a adotar a medida em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que fez diversos ataques sem provas contra o sistema de votação. Em 2023, o tribunal tornou Bolsonaro inelegível até 2030, condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
BANCADA... A posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE ontem juntou no mesmo ambiente políticos de polos ideológicos opostos: estavam presentes do presidente do PT, Edinho Silva, ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
...AMPLA. O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os dois favoritos na corrida presidencial até o momento, também marcaram presença. O ex-presidente Jair Bolsonaro até foi convidado, mas não pediu autorização para deixar a prisão domiciliar.
PRONTO, FALEI!
Tabata Amaral Deputada federal (PSB-SP)
"Quem diz que mulher está com TPM é babaca, e ser babaca não é crime. A lei (da misoginia) é para enfrentar quem diz que mulher tem que ser estuprada."
CLICK
Jorge Messias Advogado-geral da União
Reuniu-se ontem com o ministro da Justiça, Wellington César, para debater projetos como a agenda conjunta das duas pastas de cooperação jurídica internacional.
(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes)
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