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Mostra Ecofalante de Cinema abre edição 'Especial Amazônia'

Evento on-line segue até o dia 9 de junho, com exibição de produções com foco na região amazônica e debates urgentes sobre preservação

Redação Integrada

Questões, impasses e possíveis soluções para a Amazônia são o centro de uma nova edição da Mostra Ecofalante de Cinema - Semana do Meio Ambiente, que inicia nesta quarta-feira em formato on-line e gratuito. O evento é realizado no âmbito da Semana Nacional do Meio Ambiente, instituída em 1981 com o objetivo promover a participação da comunidade na preservação do patrimônio natural do Brasil. Na edição “Especial Amazônia”, além da exibição de produções que dizem respeito à região, também serão promovidos debates com lideranças da luta pela preservação da floresta.

A programação segue até o dia 9 de junho, e inclui a exibição de 16 filmes e duas séries para TV. A programação pode ser acessada através do endereço www.ecofalante.org.br. Os filmes ficam em cartaz no site da Ecofalante e na plataforma Belas Artes À La Carte.

Na programação estão os seis episódios da série exclusiva HBO “Transamazônica: Uma Estrada Para o Passado”, dirigida por Jorge Bodanzky e Fabiano Maciel, uma coprodução entre a HBO Latin America Originals e Ocean Films. A elogiada produção percorre a rodovia BR-230, obra faraônica iniciada durante a ditadura civil-militar (1964-1985), com extensão implantada de 4.260 km e nunca finalizada. Da extração ilegal de madeira e a rotina nos garimpos ao total abandono da população, a série documental retrata a atual situação de quem vive nas regiões por onde passa a via.

“Espero que gostem dessa série documental, e que possamos debater juntos esse tema tão importante”, diz o diretor Jorge Bodanzky.

Entre os títulos programados está ainda “BR Acima de Tudo”, exibido em pré-estreia mundial. Dirigido por Fred Rahal Mauro, é uma produção do  ((o))eco, um veículo de jornalismo voltado à conservação da natureza, biodiversidade e política ambiental. O filme trata dos impactos da possível expansão da rodovia BR-163, cujo traçado corta a floresta amazônica em direção à fronteira com o Suriname, projeto gestado durante a ditadura civil-militar (1964-1985). A produção foi realizada com o apoio do Rainforest Journalism Fund do Pulitzer Center.

“Fomos até a calha norte do Pará, do lado de lá do Rio Amazonas, para filmar e ouvir as histórias das pessoas diretamente afetadas pela construção e projeto de expansão da BR-163, que chega até Santarém. Seria um projeto para passar pelo Rio Amazonas, e seguir até o Suriname. Fomos para fazer um filme sobre isso, e encontramos outras coisas, mas a gente se deu conta na edição que estávamos falando de uma coisa maior, uma história que se repete, vem se repetindo, e a gente não gostaria que fosse assim”, conta o diretor Fred Rahal.

Estão presentes na Mostra Ecofalante de Cinema - Semana do Meio Ambiente: Especial Amazônia títulos inéditos comercialmente no Brasil, como “Edna”, de Eryk Rocha. O filme focaliza as marcas da guerra pela terra em uma moradora nas margens da rodovia Transbrasiliana (BR-153, ou rodovia Belém-Brasília). O catálogo inclui ainda “A Última Floresta”, do diretor Luiz Bolognesi, selecionado para a edição deste ano do Festival de Berlim e protagonizado por Davi Kopenawa, xamã da tribo Yanomami corroteirista do filme que vive embates com garimpeiros que chegam a seu território.

Teaser - O Reflexo do Lago from Marahu on Vimeo.

Outro da lista é “O Reflexo do Lago”, do diretor paraense Fernando Segtowick. O documentário foi selecionado para o Festival de Berlim, e trata de comunidades ribeirinhas localizadas próximas da hidrelétrica de Tucuruí.

Na programação está incluído o multipremiado longa-metragem britânico “Quando Dois Mundos Colidem”, que aborda o violento conflito desencadeado na Amazônia peruana por um projeto de extração de petróleo, minério e gás, que vitimou os povos indígenas ali residentes.

Ficam disponíveis durante o evento seis episódios da série “A Década da Destruição”, coprodução Brasil/Reino Unido dirigida entre 1980 e 1990 por Adrian Cowell (1934-2011) e Vicente Rios e considerada um marco no documentário ambiental feito no Brasil. A produção apresenta a realidade amazônica, em especial a luta pela terra e a violência de fazendeiros contra trabalhadores rurais, bem como o conflito entre a antiga mineradora CVRD (atual Vale S/A) e garimpeiros.

Entre os filmes programados pelo evento estão os premiados estão “Soldados da Borracha”, de Wolney Oliveira; “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estevão Ciavatta; “Mataram Irmã Dorothy”, coprodução EUA/Brasil; e “Serra Pelada: A Lenda da Montanha de Ouro”, de Victor Lopes.

Debates sobre um horizonte para a Amazônia

Um ciclo de debates coloca em discussão diferentes questões que afetam a Amazônia, como o uso das terras, infraestrutura, bioeconomia e crise climática. Participam dos encontros, entre outros, o documentarista João Moreira Salles; o professor Ricardo Abramovay; a Secretária de Ciências e Tecnologia do Amazonas Tatiana Schor; Danicley de Aguiar, do Greenpeace Brasil; e os cineastas Jorge Bodanzky e Fabiano Maciel.

O primeiro debate ocorre na quinta-feira, 3, às 19h00. Com o tema “Para Onde Leva a Transamazônica?”, o encontro terá participação dos diretores Jorge Bodanzky e Fabiano Maciel, o documentarista João Moreira Salles, Alessandra Munduruku, e Danicley de Aguiar. A jornalista Flavia Guerra faz a mediação.

A programação completa de debates pode ser conferida no site da mostra www.ecofalante.org.br.

Cinema
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