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Festival Cinefantasy inicia nesta sexta, 16, com 150 filmes e mostras competitivas

O evento 100% on-line traz na abertura a exibição do documentário "Horror Noire" sobre a história da representação negra no cinema americano

Redação Integrada

O 11º Cinefantasy– Festival Internacional de Cinema Fantástico  tem início nesta sexta-feira, 16, em formato on-line pela plataforma www.belasartesalacarte.com.br. Serão exibidos mais de 150 filmes selecionados de 70 países, incluindo seis produções nacionais. O diretor Neville D’Almeida, um dos maiores diretores do cinema brasileiro que completa 80 anos, será homenageado nesta edição. Ainda, haverá premières, 15 mostras competitivas, workshop, bate-papos e entrevistas, sendo parte da programação gratuita. O evento segue até o próximo dia 29 com acesso em todo o território nacional.

O documentário americano “Horror Noire: A História do Horror Negro” (2019), inédito no Brasil, abre o festival, a partir das 18 horas, com a abordagem sobre a representação dos negros nos filmes de terror ao longo da história do cinema. O filme do cineasta Xavier Burgin é inspirado no livro homônimo, fruto da tese de doutorado de Robin R. Means Coleman, que analisa o cinema americano de 1920 a 2010.  

“O documentário tem o recorte no cinema fantástico. Mostra o cinema de horror, como é o papel do negro no cinema, que, no início, era caricato. O primeiro grande papel de um protagonista foi em ‘A Noite dos Mortos-Vivos’ (1968), do diretor George Romero, no qual um negro lidera um grupo contra o ataque de zumbis, mas acaba morto no final pelos policiais e fazendeiros que aparecem para resgatar os sobreviventes”, conta o diretor do festival, Eduardo Santana.

A exibição de “Horror Noire” terá apenas 1 mil acessos gratuitos. Ainda, Coleman participa de um bate-papo transmitido pelas redes sociais do festival, no próximo dia 17, às 20 horas.

“Desde 2018 implantamos pautas afirmativas no Cinefantasy. Começamos com as ‘Mulheres Fantásticas’, mostra só com realizadoras mulheres. Em 2019, a ‘Fantástica Diversidade’ com filmes da comunidade LGBTQI+ com elementos fantásticos. Em 2020, as mostras ‘Pequenos Fantásticos’ para crianças a partir de cinco anos e ‘Fantasteen’ para adolescentes. E, este ano, teremos o ‘Fantastic Black Power’ só para realizadores negros”, destaca.

Filmes

O festival também fará a première na América Latina dos longas-metragens “Porcelana” (2019), de Jenneke Boeijink, da Holanda, selecionado para o Festival Internacional de Roterdã;  “Ravina” (2020), de Balázs Krasznahorkai, da Hungria, que foi assistente de direção de “O Filho de Saul”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; “Amigo” (2019), de Óscar Mártin, da Espanha, que ganhou 16 prêmios do cinema europeu; e “Sayo” (2020), de Jeremy Rubier, do Canadá, gravado no Japão e exibido no Fantasia, um dos maiores festivais de cinema fantástico do mundo.

O festival traz seis filmes nacionais, todos de 2020. Entre eles, estão os documentários inéditos “A Velha Senhora que Morreu no Trailer”, de Alberto Camarero e Alberto de Oliveira, sobre a trajetória de conturbada da brasileira encantadora de serpentes Suzy King, que foi morta na fronteira do México com os Estados Unidos; e “Narrativa do Pós” (2020), de Graubi Garcia e Jairo Neto, que entrevista com filósofos, escritores e cientistas políticos sobre os princípios do pensamento científico aos desafios de criar histórias.

As demais produções brasileiras são do Nordeste: os longas de ficção baianos “Rosa Tirana”, de Rogério Sagui, gravado no sertão da Bahia, com José Dumont no elenco e música tema interpretada pela Elba Ramalho; e “Voltei!”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, gravado no recôncavo baiano, sobre duas irmãs que escutam notícias de rádio e se surpreendem com a volta da irmã mais velha. E os longas cearenses “Como Vivem os bravos”, de Daniell Abrew, faroeste nordestino ambientado em Palmácia (CE) que mostra a saga do pistoleiro Mumbaca e do cangaceiro Alfinete; e “Rodson ou (Onde o Sol não tem Dó)”, de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra, nos pré anos 3000 onde é proibido ler, refletir e consumir cultura, Rodson, um garoto com instinto artístico reprimido pela sociedade, sai em busca da alucinação perfeita sob o Sol de 2000°C.  “É importante destacar o cinema feito fora do eixo Rio-São Paulo”, destaca Santana.

Homenagem, mostras e debates

O diretor, roteirista, artista visual Neville D’Almeida, com seis décadas de carreira, dirigiu o clássico “A Dama do Lotação” (1978), filme estrelado por Sonia Braga, com texto de Nelson Rodrigues, que se manteve com maior bilheteria do cinema brasileiro (6,5 milhões de expectadores) por 32 anos, até o lançamento de “Tropa de Elite” (2010). Neville terá filmes exibidos no Cinefantasy, como “Jardim de Guerra” (1968), “O Mangue Bang” (1971) e “Rio Babilônia” (1982). “Neville é um cineasta atemporal, underground, inclassificável e absurdamente genial. É um dos maiores artistas vivos brasileiros”, destaca o diretor do festival.

A programação conta com 15 mostras competitivas, sendo duas de longas, documentário e ficção, e 13 de curtas. Os títulos concorrem ao Troféu José Mojica Marins e os filmes brasileiros vencedores serão indicados a prêmios internacionais.

A programação gratuita do Cinefantasy alcança os bate-papos e debates transmitidos pelas redes sociais (Youtube, Facebook e Instagram) do festival, além do workshop “Stop-Motion para Crianças”, nos dias 7, 9 e 14 de abril, das 16 às 18h. O custo simbólico é de R$ 9,90 para ter acesso a todos os filmes. Confira a programação no site do evento. O festival é realizado pela FlyCow, Ministério do Turismo e governo de São Paulo por meio da Lei Aldir Blanc.

Cinema
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