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'Druk' é favorito a Melhor Filme Internacional no Oscar 2021

A categoria costuma reunir filmes elogiados da crítica. Confira os indicados.

Redação Integrada

O filme dinamarquês “Druk- Mais uma Rodada”, do premiado diretor Thomas Vinterberg, é o favorito entre os concorrentes a Melhor Filme Internacional (antigo Filme Estrangeiro) do 93º Oscar. Este ano, essa categoria conta com indicações de longas-metragens de países pouco vistos na premiação americana: “Homem que Vendeu sua Pele”, da Tunísia; “Quo Vadis, Aida?”, da Bósnia e da Herzegovina; e o documentário “Collective”, da Romênia. Outro concorrente é o chinês Better Days.

A cerimônia acontecerá no próximo dia 25, com poucos convidados presenciais, em Los Angeles. Serão premiados os filmes lançados entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro deste ano. O Liberal abre nesta terça-feira, 20, uma série de matéria sobre as categorias e os indicados.

O dirigente da Associação de Críticos de Cinema do Pará, Marco Antônio Moreira, aponta que a categoria de Melhor Filme Internacional costuma trazer os filmes mais elogiados pela crítica entre os indicados. Entretanto, não raramente são produções excluídas do circuito comercial. Essa situação se agrava em tempos de pandemia, reforçando a importância do streaming para a difusão desses longas. “Essa é a melhor categoria do Oscar há muito tempo”, comemora.

Favorito

Marco e os críticos Lorenna Montenegro e Ismaelino Pinto concordam que Druk é favorito da categoria, este ano. Esse filme concorre também a Melhor Diretor. O roteiro fala de quatro professores que decidem testar a teoria de que seria mais felizes e bem-sucedidos se viverem sob o efeito de álcool e, por isso, decidem se embebedar todos os dias para observar o efeito no cotidiano.

“Adorei Druk porque é uma história pessoal, esse modelo vem ganhando espaço no cinema. O diretor e o ator (Mads Mikkelsen) são famosos no mundo inteiro, Mikkelsen fez vários filmes em Hollywood”, conta Ismaelino.  

“Druk fala sobre alcoolismo, depressão e suicídio, questões que o próprio diretor enfrentou a partir do falecimento da filha dele, em um acidente de carro, em 2019. O filme ajuda a evocar o sentido da vida, fala de amizade, família e acolhimento”, completa Lorenna.

Druk também concorre em festivais europeus, como ao Bafta, nas categorias de Melhores Diretor, Ator (Mikkelsen) e Roteiro; e ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Ainda, venceu o Prêmio do Cinema Europeu como Melhor Filme e Ator, em 2020.

Outros indicados

O drama “O Homem que Vendeu sua Pele”, da diretora e roteirista Kaouther Ben Hania, conta a história do jovem sírio que mora no Líbano sonha em viajar à Europa para encontrar o amor de sua vida. Ele aceita ter as costas tatuadas por um artista a fim de obter o dinheiro da viagem. Mas ele percebe que, ao transformar o corpo em tela de arte, ele perde a liberdade. Esse filme venceu o Prêmio de Melhor Ator na Mostra Orizzonti (Yahya Mahayni).

O documentário “Collective” apresenta um grupo de jornalistas investigativos de um jornal romeno na jornada para descobrir fraudes na saúde pública, corrupção e má administração. Foi escrito, produzido, editado e dirigido por Alexander Nanau. “Em ’Collective’, os jornalistas apuram o incêndio em uma boate, marcado por mortes e impunidade, como o caso da Boate Kiss, no Brasil”, compara Lorenna.

O filme também está indicado ao Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, categoria no qual também está indicado ao Bafta, além de ter vencido no ano passado o Prêmio do Cinema Europeu de Melhor Documentário.

“Quo Vadis, Aida?”, é um drama de guerra da Bósnia escrito, produzido e dirigido por Jasmila Žbanić. O filme faz uma abordagem histórica sobre a tradutora Aida (Jasna Djuricic), que trabalhou para uma equipe de manutenção da paz em um acampamento onde o marido e os dois filhos estão detidos juntos a milhares de cidadãos bósnios.

“Esse é o (indicado a Melhor Filme Internacional) que eu mais gosto, pois é emocionante, a personagem é forte, aborda a questão não superada de conflitos, a imigração e denuncia um genocídio”. “Quo Vadis, Aida?” também está indicado ao Bafta de Melhor Direção e Melhor Filme Estrangeiro e, no ano passado, foi indicado Leão de Ouro e Leão de Prata de Melhor Diretor no Festival de Veneza.

Já “Better Days” é um romance/crime de 2019 dirigido por Kwok Cheung Tsang e escrito por Lam Wing Sum, Li Yuan e Xu Yimeng. Nele, um jovem busca refúgio na antiga escola para estudar, onde acaba encontrando uma amiga por acaso. Os dois acabam suspeitos pelo desaparecimento de um valentão que desaparece misteriosamente. O filme levou vários prêmios no festival de Hong Kong: Melhores Filme, Atriz (Zhou Dongyu), Revelação (Jackson Yee), Diretor, Roteiro Original, Fotografia e Figurino e Maquiagem.

Lorenna evidencia as mulheres cineastas, que têm duas representadas na categoria de Filme Internacional, este ano, com “O Homem que Vendeu sua Pele” e “Quo Vadis, Aida?”: “Tivemos somente três diretoras premiadas nessa categoria: a holandesa Marleen Goris por ‘A Excêntrica Família de Antônia’ (1996), a alemã Caroline Link por ‘Lugar Nenhum na África’ (2003) e a dinamarquesa Susanne Bier por ‘Em Um Mundo Melhor’ (2011)”.

“Normalmente, os filmes escolhidos para Filme Internacional são bons. Não dá para apostar quem pode vencer”, avalia Ismaelino. “Nessa categoria acontece muita surpresa. O favorito nem sempre vence”, opina Marco Antônio.

Em 2020, o filme vencedor de Melhor Filme Estrangeiro foi o triller sul-koreano “Parasita”, que também venceu o prêmio de Melhor Filme do Oscar, num raro feito de um filme não-americano na festa do cinema americano.

Cinema
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