Influenciadora relata diagnóstico de autismo do filho e destaca importância do acolhimento
Hendyohara compartilha desafios da maternidade atípica e evolução da criança após terapias
O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado nesta quinta-feira (2), ganhou um significado ainda mais especial para a influenciadora Hendyohara. A data marca também o aniversário de Dante, seu filho, diagnosticado com autismo nível 1, que completa quatro anos.
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Mais cedo, ela compartilhou nas redes sociais uma festinha surpresa preparada para o pequeno, dividindo com os seguidores um momento íntimo da rotina da família.
Segundo ela, os primeiros sinais surgiram ainda nos primeiros meses de vida, e o diagnóstico foi confirmado quando o filho tinha dois anos e oito meses.
“O diagnóstico, pra mim, foi só uma confirmação de algo que eu já desconfiava. A minha família tem histórico de autistas, e ele também nasceu em algumas condições em que os médicos já alertaram sobre a possibilidade. Ele era uma criança com pouca sensibilidade, não reagia a estímulos, demorou pra olhar no olho, demorou pra falar. Com dois anos e meio, falava muito pouco e era bem básico”, relatou.
Um dos momentos mais difíceis, segundo a influenciadora, foi a regressão no desenvolvimento. “Teve um momento em que o Dante desaprendeu coisas que já sabia. Ele falava palavras simples e, de repente, não falava mais. Chegou a parar de falar ‘mamãe’. Ele passou quase um mês sem falar. Foi desesperador pra mim, eu chorei muito. É muito difícil você ver seu filho regredindo e não entender o porquê”, afirma.
Atualmente, a criança realiza acompanhamento com diferentes profissionais, e Hendyohara destaca os avanços observados. “Hoje ele está evoluindo muito. Ele começou a formar frases, contar histórias, coisa que antes não fazia. Eu não sei nem descrever a minha felicidade. Ele até conseguiu largar a fralda, que ainda usava. É uma evolução muito grande. E eu também aprendi a respeitar o tempo dele, porque é um tempo diferente das outras crianças”, diz.
A influenciadora também reforça a importância de compreender o tempo e as formas de aprendizado de cada criança. “O caminho de aprendizado é diferente. Às vezes a gente precisa repetir muitas vezes, todos os dias. E não é só ensinar, é dar espaço pra ele também viver aquilo. Ele pode não saber contar até dez, mas aprendeu a nadar sozinho. Ele é muito inteligente, só aprende de uma forma diferente”, explica.
Ao final, ela destaca a necessidade de ampliar o debate sobre o tema: “Precisamos falar mais sobre isso, entender mais e acolher mais. Cada criança tem o seu tempo, o seu jeito, e isso precisa ser respeitado”.
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