Moradores da Vila da Barca, perímetro em Belém marcado por milhares de pessoas que moram em palafitas (casas sobre águas de rio), e o humor do saudoso juiz e humorista paraense Claudio Rendeiro, intérprete do personagem Epaminondas Gustavo com seu linguajar e comportamento regionais, ganham voz neste domingo (3) pelas ruas de Belém. O bloco Pato de Máscara, criado em 2022, chega à quarta edição vai prestar homenagem a Claudio Rendeiro, falecido em 18 de janeiro de 2021, e aos 100 anos da Vila da Barca, com a saída dos brincantes ocorrendo às 9h30 na Praça Brasil, no bairro do Umarizal.
O Pato de Máscara seguirá pela avenida Senador Lemos, travessa Dom Romualdo Coelho, rua Municipalidae, travessa Dom Pedro I, com retorno à Praça Brasil. O percurso tem cerca de 1,3 km. A propostas do Pato de Màscara é transformar o Carnaval em um espaço de memória, solidariedade e inclusão. O bloco foi idealizado pela juíza do trabalho desembargadora Vanilza Malcher e se consolidou como um movimento cultural que articula cidadania, responsabilidade social e valorização da cultura popular amazônica.
A homenagem a Claudio Rendeiro ocorre desde a criação do bloco. Em 2026, essa iniciativa marca cinco anos do falecimento de Claudio e reconhece o legado de humor inteligente e afetuoso que marcou o imaginário cultural do Pará.
O Pato de Máscara vai celebrar os 100 anos da Vila da Barca, uma das comunidades ribeirinhas mais emblemáticas de Belém. Ao colocar o território no centro da narrativa, o bloco afirma pertencimento, memória coletiva e dignidade, afastando leituras folclorizadas ou romantizadas da pobreza. No imaginário visual do bloco, o Pato não representa a Vila da Barca ele é a própria Vila, como anuncia a coordenação do Pato.
Solidariedade
“Criado em 2022, o Pato de Máscara é mais do que um bloco de Carnaval. Nasceu como homenagem, tornou-se expressão de solidariedade e é, sobretudo, um movimento de inclusão, com desfile matinal e percurso acessível para todas as idades”, destaca a idealizadora Dra. Vanilza Malcher.
A programação musical contará com Alba Mariah, Adilson Alcântara, Pedrinho, Callado, Joca, Allan Roffé , em trio de pequeno porte, além da participação da Associação Vaca Velha, de São Caetano de Odivelas, terra natal de Claudio Rendeiro com seus cabeçudos, mascarados e a tradicional Orquestra Pipirinha, fortalecendo as expressões da cultura popular amazônica.
A identidade visual do bloco traz o Pato carregando sobre a cabeça um barco amazônico, símbolo cotidiano da vida ribeirinha que molda a cidade. Palafitas, casas coloridas e piso de madeira compõem o conjunto visual que remete diretamente à Vila da Barca e à força de sua população.
Os recursos a serem arrecadados nesta edição do bloco serão destinados À Associação de Moradores da Vila da Barca. A partir de um pedido da própria entidade, os recursos serão destinados à estruturação do espaço físico da Associação. Isso viabilizará a oferta de cursos profissionalizantes e fortalecerá ações de capacitação, autonomia e geração de renda para a comunidade. Desde suas primeiras edições, o Pato de Máscara apoia uma causa social a cada ano, conectando festa popular e ação concreta.
A realização do bloco conta com o apoio da Unama, AFBEPA, Sistema Fecomércio (SESC/SENAC), Ver-o-Açaí, do advogado Lucas Magalhães, AMATRA 8, Comissão de Combate ao Trabalho Infantil, Prefeitura Municipal de Belém por meio da SECULT, Pet Planet, Agência Conceito A, Mirante Design e Empório da Praça.
Serviço:
Bloco Pato de Máscara – Carnaval 2026
Data: 8 de fevereiro de 2026
Local: Praça Brasil – Belém (PA)
Concentração: 8h30 (com café da manhã vendido pela comunidade)
Esquenta: 9h às 9h30 – Associação Vaca Velha e Orquestra Pipirinha
Saída do trio: 9h30
Encerramento: 12h
