Tem paraense no BBB 26? Marciele vence votação e entra para o grupo Pipoca

Representante da cultura amazônica, Marciele tem ascendência indígena e atua como ativista e empreendedora.

O Liberal
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A paraense Marciele Albuquerque representa o Norte no Big Brother Brasil 26. Ela se tornou um dos grandes destaques da edição ao levar a força da Amazônia para a casa. Natural de Juruti, no Pará, a dançarina é cunhã-poranga do Boi Caprichoso. 

Candidatos da região Norte, Marciele e Brígido, foram os vencedores da votação da Casa de Vidro. A dupla foi escolhida pelo público neste domingo (11) e agora integra o grupo Pipoca do reality. A dançarina Marciele conquistou 54,55% dos votos do público.

Marciele Albuquerque também atua como influenciadora e é figura central no tradicional Festival Folclórico de Parintins. Sua participação no programa promete trazer visibilidade à cultura do Norte do Brasil.

Com 32 anos, Marciele possui ascendência indígena, sendo do povo Munduruku. Ela foi criada em meio à floresta, o que considera uma parte central de sua identidade. A paraense mora em Manaus (AM) há cerca de 16 anos, onde consolidou sua trajetória artística e profissional.

Vida e trajetória da paraense

Marciele se define como uma mulher guerreira, persistente e de personalidade forte. Ela apresenta postura de liderança e demonstra muita competitividade no jogo. É a filha mais velha de quatro irmãos em sua família.

A paraense cresceu em uma família humilde, ligada à agricultura familiar. A produção de farinha era a base da alimentação em sua infância. Na juventude, ela enfrentou dificuldades financeiras e morou com diferentes familiares.

Contou com a ajuda de amigos para se formar em Administração. Sua vida mudou em 2016, quando foi convidada para testar no Boi Caprichoso. Desde então, ela é cunhã-poranga e figura central nas apresentações do boi azul.

Símbolo da cultura amazônica

No Festival de Parintins, Marciele Albuquerque desfila quase seminua como cunhã-poranga. Esta função exige preparo físico, presença cênica e capacidade de lidar com alta exposição. Ela já levou a cultura nortista para outros palcos.

A dançarina desfilou no Carnaval do Rio de Janeiro pela Mocidade Independente. O enredo da escola de samba homenageou os bois de Parintins. Nas redes sociais, ela mostra sua rotina na Amazônia.

Marciele exibe o preparo de açaí, o artesanato indígena e os bastidores das festas regionais. A influenciadora acumula centenas de milhares de seguidores. Ela também é ativista de causas indígenas.

Ativismo e empreendedorismo

A indígena Munduruku colabora com organizações que defendem a floresta e os povos tradicionais. Além de dançarina, Marciele é empreendedora. Ela possui uma loja de artesanato indígena.

A paraense também tem outro negócio no segmento fitness. Isso demonstra que ela une tradição e visão de negócios. Formada em Administração, ela vê o prêmio do reality como uma chance de transformar sua realidade.

O prêmio também pode mudar a realidade de sua família. Ela afirma que não abre mão de valores como verdade e honestidade no jogo. A participante se considera observadora, estratégica e de posicionamento firme.

Expectativas no BBB 26

Marciele declara que não gosta de “mentir nem trapacear” para se dar bem. Solteira há poucos meses, ela se diz aberta a viver um romance. O romance pode acontecer naturalmente dentro da casa do reality show.

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