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Arrastão do Pavulagem volta às ruas para o 2º domingo de festa; veja

Público compareceu em peso em mais um cortejo, após dois anos de programação suspensa

Fernando Assunção

“Acompanhar a volta às ruas do Arraial do Pavulagem após dois anos, com um público tão grande, foi revigorante. O sentimento é de que a gente venceu, a gente está vencendo a pandemia”.

O relato de André Malato, estudante, que chegou cedo na Praça da República, em Belém, neste domingo, 19, para subir na perna de pau no segundo Arrastão do Pavulagem, descreve a emoção da maioria dos integrantes do Batalhão da Estrela e das mais de 45 mil pessoas que tomaram a Avenida Presidente Vargas no último dia 12 de junho. A data marcou o retorno 100% presencial de uma das primeiras manifestações de cultura popular da Amazônia a ocorrer sem as restrições decorrentes da covid-19.

Hoje, 19, os brincantes voltaram às ruas ainda mais confiantes, com a certeza da aclamação do público que, mais uma vez, compareceu em peso. O cortejo do segundo domingo de “Arrastão” saiu, como já é de praxe, às 10h da Praça da República rumo à Praça dos Estivadores, ocupando a avenida Presidente Vargas com milhares de pessoas. A estimativa de público ainda não foi fechada pela organização do evento.

Veja como foi o cortejo deste domingo (19):

Arrastão do Pavulagem volta às ruas para o 2º domingo de festa

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Com trajeto já conhecido pelo público e músicas na ponta da língua, público e brincantes confraternizaram e se divertiram durante o cortejo. O pequeno Benício Moraes, “pernaltinha” de apenas 8 anos, era só alegria. “Estou achando ótimo participar do Pavulagem. Aprendi a andar de perna de perna aqui, não é difícil - na verdade, é muito divertido. A minha estreia foi na semana passada e foi bem legal”, disse ele.

Na percussão do Batalhão da Estrela há 12 anos, a professora aposentada Silvia Oliveira, de 68 anos, esbanjou vitalidade no percurso. Ela conta que os últimos anos não foram fáceis sem Pavulagem, mas que a prioridade tinha que ser a proteção contra o vírus mesmo. A docente venceu a covid-19 por duas vezes e, hoje, se sente grata por poder estar novamente no "Arrastão". "Qualifico tudo isso aqui como gratidão. Sou grata por estar viva, sou muito grata a Deus por estar aqui", comemorou ela, que já integrou a filha e a neta ao Batalhão: “amamos a cultura do nosso Estado”.

Já o administrador Yuri Aguiar, que desfila no “Arrastão” desde 2018 e acompanha o cortejo este ano pelo apoio, teve, neste domingo, seu esperado reencontro com o Boi Pavulagem. Isso porque ele não pôde participar semana passada. Yuri conta que a sensação de estar na rua é “indescritível”. “Os últimos dois anos foram bem tristes sem cortejo. Teve ‘Arrastão’ virtual, mas não é mesma coisa que estar na rua, que já é característica nossa. Hoje, eu estou tendo a reconexão com tudo aquilo que o Pavulagem significa para mim”, conta.

Após o término do cortejo, a festa continuou com o show da banda do Arraial do Pavulagem, que se apresentou em um palco montado na Praça dos Estivadores, com a participação de Mário Mousinho. "Emoção e esperança marcaram mais um 'Arrastão do Pavulagem'. A alegria é imensa de ver essa multidão celebrando a cultura popular de nosso Estado. A programação ainda continua nas próximas semanas", destacou o presidente do Instituto Arraial do Pavulagem, Ronaldo Silva.

Se você perdeu a programação, ainda tem dois cortejos marcados para os próximos domingos: 26 de junho e 3 de julho.

 

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