‘Amazônia Líquida’ na AP evidencia a identidade de quem vive da floresta

Mostra pode ser conferida por associados do clube e convidados até o dia 21 de setembro e provoca reflexões sobre a preservação de ecossistemas naturais da região, neste ano de COP 30 em Belém

Eduardo Rocha
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Em um mesmo instante, muitos fatos ocorrem na Amazônia. Meninos podem estar brincando de pular nas águas de um rio; embarcações acabam de zarpar de algum porto ou atracar em um pier; uma família degusta uma caça ou pesca com açaí; vendedores e consumidores de artigos regionais circulam no Ver-o-Peso; animais movimentam-se entre vegetações variadas na floresta; indígenas e quilombolas resistem à descaracterização de suas gentes; famílias seguem viagem em barcos e, também, homens tocam fogo nas matas,  poluem rios e atuam no tráfico de animais, por exemplo. Por isso, é importante se ter por perto referências da vida na região. E aí entra a exposição “Amazônia Líquida - Fluidez Artística / Especial COP 30”, na Centro de Eventos e Memorial da Assembleia Paraense, no bairro do Marco, em Belém. Na mostra, podem ser observadas cenas do dia a dia da região, que acabam sendo referências para quem vive no núcleo urbano da capital do Pará, para eventuais visitantes da cidade e até mesmo para quem vive nas cidades próximas da floresta.

Tudo porque, não poucas vezes, é preciso que a arte (neste caso, a pintura da artista plástica Rose Maiorana e a fotografia do fotojornalista Tarso Sarraf) possa expor a riqueza de detalhes desses cenários e das pessoas da Amazônia como alerta para a necessidade de preservação da vida nesse bioma. Na Amazônia, estão a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do Planeta Terra. 

E para chamar a atenção do público ao tema da preservação ambiental, Rose Maiorana, que atua como vice-presidente do Grupo Liberal, e Tarso Sarraf, como coordenador de Audiovisual e Fotografia do Grupo, uniram forças e talento em primeiro plano. Fotos de Tarso receberam intervenções (pinturas) de Rose, e o que resultou foi uma produção ousada de quadros para realçar nuances da vida amazônica.

Desse modo, o público confere imagens de ribeirinhos e de povos originários da região, manifestações culturais, paisagens naturais e a movimentação cotidiana dos amazônidas em Belém e em outros lugares da região. Os 30 quadros da exposição acabam enaltecendo a identidade amazônica. 

Entretanto, Rose Maiorana e Tarso Sarraf não pararam aí. A parceria entre esses dois artistas resultou em um desfile temático no dia 21 deste mês de agosto, na abertura da exposição na sede campestre da AP. A partir de uma parceria com a professora Felícia Assmar Maia, da Unama, e a designer Bena Furtado, foram apresentados vestidos e outras peças com motivos amazônicos pintados por Rose Maiorana. Em poucas palavras, veste-se a Amazônia. 

Rose Maiorana chegou a destacar que as peças foram inspiradas em rios, cores, emoções e traços da Amazônia”. “Pintar para o desfile foi um desafio, porque precisei trabalhar de uma forma diferente da que estou acostumada, mas o resultado me deixou feliz. Cada peça é como se fosse um quadro em movimento”,  ressalta a artista plástica.

Nesse sentido, a mostra “Amazônia Líquida” circula por espaços culturais dentro e fora do Pará desde 2023. O termo “líquida” carrega o sentido da “modernidade líquida”, do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, referente à liquidez, efemeridade das relações sociais no mundo. E também funciona como alerta para que os seres da floresta e dos rios da região, todos  intercalados, não desapareçam, em um risco latente para a vida como um todo no planeta. 

Por isso, Oscar Pessoa, presidente da Assembleia Paraense, a mostra “em imagens a potência da floresta e de seus rios como um organismo vivo em constante movimento”. “Por meio de fotografias e narrativas visuais que ressaltam a intensidade das cores, o reflexo das águas e a diversidade da fauna e da flora, os artistas oferecem ao público não apenas um retrato estético da Amazônia, mas também um convite à reflexão sobre sua preservação. Assim, a mostra se afirma como um espaço de sensibilização. Ao destacar a beleza única da floresta, a exposição provoca o olhar crítico para os desafios da sustentabilidade, mostrando que preservar a Amazônia é preservar o equilíbrio do planeta”. 

A exposição “Amazônia Líquida”, em temporada especial na sede campestre da Assembléia Paraense, tem o apoio da Porte Engenharia, Unifamaz Centro Universitário, Cerveja Caribeña, Galeria Rose Maiorana e Grupo Liberal. A mostra pode ser visitada por associados do clube e convidados até o dia 21 de setembro.

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